Deus é real

Todos têm alguma opinião sobre Deus, todos algum dia na vida acho que já pensaram sobre isso e pautam suas vidas sobre esse entendimento, independente de qual seja. E eu,claro, estou nesse “todos”.

Ontem mesmo durante um estudo junto com outras pessoas que são diferentes de mim, estão em outras fases de suas vidas, conversávamos sobre alguns pontos em relação a isso. Sobre nossas experiências e relacionamento com Deus. O Deus real, que nos proporciona experiências verdadeiras com Ele, que me permite ter um relacionamento de intimidade, de dependência, de paternidade, de salvador. Deus que me promete (e o que Ele promete Ele de fato cumpre) plenitude de alegria, alegria mesmo em meio a tribulações.

Vi essa semana o filme da Elis, gostei muito, mas ao final me deu uma dó absurda dela. Assim como tantos outros, um talento lindo, mas uma vida vazia, triste, angustiada. E isso para mim só tem uma explicação, ausência de Deus, ausência daquela paz que excede todo o entendimento. Pode me chamar de crente-bitolada-ignorante-lavagem cerebral ou qualquer coisa do tipo. Mas é assim que eu vejo, é assim que eu penso, é pensando que com Deus é tudo mais fácil mesmo enfrentando qualquer dificuldade.

Ninguém me contou, eu mesma conheço Deus, eu converso com Ele, eu choro, eu me alegro, eu fico em silêncio, eu reclamo, eu vejo o agir dEle em grandes e pequenas coisas. Em muitos momentos do meu dia a dia, eu desisto de travar algumas lutas por não obter sucesso e falo “Deus, desisto, tô de saco cheio disso, me ajuda” e sempre Ele resolve.Tenho minhas dúvidas, tenho meus questionamentos, tenho minhas perguntas sem resposta, mas depender e esperar naquele que tem o controle do universo nas mãos ajuda a ter uma mínima calma.

Ontem ao final do estudo agradecemos por podermos desfrutar dessa comunhão, por Deus nunca desistir de nós, mesmo às vezes nos empolgando ou aflingindo com coisas tão insignificantes desse mundo. Muitas e muitas vezes me pego pensando em meio as minhas dificuldades, como seria se eu não confiasse e conhecesse Deus. Não entendo como alguém que carregou ou viu um bebê se formando perfeitamente dentro de outro ser humano, sem que se fizesse nada para viabilizar isso, pode ter dúvidas de que isso é divino, que só pode ser Deus.

Não tem como eu convencer ninguém que Deus existe, não é uma questão de argumentação, eu creio na Bíblia e é nela em quem meus argumentos estão baseados. E a conversa sempre acaba quando a outra pessoa diz “Mas aí já é uma questão de fé”. Exatamente! Para mim ela é o que Deus quis que eu soubesse, é a história da humanidade, a minha história, manual de fé e prática. Mas para outras pessoas, a verdade em que meus argumentos, minha vida e esperança estão pautados é pura ficção, infelizmente. É fé mesmo, e fé é dom de Deus.

Deus é real, já fui curada por ele, já vi pessoas sendo transformadas por Ele, meu marido por exemplo. Já carreguei por duas vezes o milagre da vida dentro de mim. E mesmo se nada disso tivesse acontecido, Ele continuaria sendo real, eu O conheço, e meu desejo é que muitas e muitas outras pessoas tivessem essa mesma “opinião”. Mas ainda há tempo!

Parabéns pra ela

Foi aqui que eu reaprendi a dirigir e passei a dirigir frequentemente, sem depender de ninguém. Aqui eu fiz amigos, grandes amigos, amigos mais chegados que irmãos que estarão comigo na eternidade, e lá na eternidade não haverá sotaque, nem nariz entupido paulistano. Aqui eu aprendi o que é ser esposa, ter uma casa para cuidar. Aqui eu me desenvolvi profissionalmente. Aqui eu descobri o que é ser Igreja e trabalhar para Deus de verdade. Aqui eu aprendi a amar o bairro que eu moro. Aqui eu descobri o que é viver numa cidade que tem inverno. Aqui eu me certifiquei de que comer realmente é uma bênção. Aqui eu descobri que têm muitas pessoas com muito, muito dinheiro. Aqui eu descobri que o trânsito de SP não é o pior da face da Terra. Aqui descobri que é possível ser uma grande cidade e ter o mínimo de organização. Aqui descobri o que é uma pizza boa e que é melhor com azeite do que catchup. Aqui descobri que não há o menor problema em você ser perdido na cidade em que mora. Aqui descobri que tem gente que se acha só porque mora aqui. Descobri que não faz a menor diferença na vida de ninguém ser uma cidade em que se você quiser tem um restaurante grego aberto às 3h da manhã. Aqui vi meu marido ter grandes oportunidades profissionais e descobri que aqui se concentram grandes oportunidades. Aqui descobri que gostava mais da praia do que imaginava. Aqui descobri que o blush tem seu valor nessa vida. Aqui descobri o que é ser mãe, aprendi como é ser mãe de dois paulistanos e ouvir o meu filho falar com o sotaque que eu tanto zoei. Aqui aprendi o que é ter responsabilidades em família e acho que por isso sinto tanta saudade do Rio, porque lá minha vida nunca teve responsabilidades de fato. Aprendi o que é constituir uma família. Aqui vi o agir de Deus muitas, muitas e muitas vezes. Aqui eu tenho sido muito feliz e realizada em todos os sentidos. Foi para cá que Deus me trouxe, sem eu pedir, sem eu se quer ter cogitado a possibilidade, há quase 9 anos eu me mudava definitivamente para SP. Parabéns para ela que me presenteou com paulistanos incríveis, sendo meus filhos os principais. Tenho um carinho grande e especial por SP, porque a correria daqui em boa parte é por conta das minhas escolhas e não totalmente culpa da cidade em si. É uma questão de treinar o olho e enxergar o que é bom. E aqui é bom!

Desejos para o novo ano

Um novo ano no fundo não muda nada, mas renova nossos desejos, é como se tivéssemos uma nova chance de fazer tudo de novo, de colocar em prática aquilo que não deu certo no ano anterior, as metas que estabelecemos mas que não conseguimos cumprir, seja lá por qual motivo foi.

Foi um ano cansativo e de muitas adaptações para mim, pois foi o primeiro sendo mãe de duas crianças e de volta ao trabalho. Conheci pessoas novas no trabalho, fechei o ano bem nesse sentido, passei por experiências que me desgastaram muito, trouxeram aprendizado, de certa forma alguma conquista para a auto estima, mas que não gostaria de repeti-las. Se pudesse voltar, eu não faria de novo. E isso levo para o ano seguinte, gostaria de enfim conseguir equilibrar a minha vida pessoal com a profissional de uma forma saudável aos meus olhos. Há 4 anos tenho o mesmo desejo nessa época, mas como disse, é sempre uma chance que se renova com a chegada do novo ano.

Assumi um compromisso na igreja que será desafiador para mim, pelo trabalho que envolve, pelo o que as pessoas anteriores já foram capazes de realizar e por novamente ter que conciliar com as outras atividades que tenho. Mas quanto a isso, estou bem animada, sei que terei muito trabalho, mas estou confiante de que Deus me escolheu para ajudar ali, colocou uma amiga para trabalhar junto comigo, que será minha parceira e provavelmente terapeuta ao longo de todo o ano. Em 2016, fiz uma oração pedindo a Deus que me mostrasse onde eu podia ser de fato útil e contribuir e entendi que ali seria o lugar. Então, tenho a paz de saber que Ele mesmo me conduziu para isso.

Desejo um ano leve, só isso. Desejo saúde para minha família, meus filhos, desejo mais e mais sabedoria para educá-los, porque Fernanda tem demonstrado ser aquela que vai exigir de mim sobretudo sabedoria e paciência. Desejo manter minha rotina de atividade física, desejo mudar umas coisas na minha casa, desejo dedicar mais tempo a mim e meu marido, como casal. Desejo viajar mais. Desejo estar mais perto dos meus amigos, porque esse ano que passou estive longe, ausente e isso no fundo acaba comigo, mas vou me esforçar ao máximo para que esse ano seja diferente. Desejo cuidar mais de mim.

A sabedoria vai me ajudar também a usar meu tempo de forma organizada, sabendo priorizar o que de fato é prioridade. Preciso priorizar Deus na minha vida, dedicar o melhor de mim, do meu tempo, dos meus recursos, das minhas habilidades a Ele. Li uma reflexão de um pastor jovem que conheço, excelente, que falava disso. Falava de simplicidade e de priorizar aquilo que deve ser a  real prioridade. É bíblico, buscando Deus primeiro, todo o restante Ele mesmo acrescenta.

Esperando o ano novinho, todo em branco, para tentar tudo novamente.

Ele me chama pelo nome

Tenho convivido no meu dia a dia com duas pessoas que com uma atitude muito simples têm feito diferença na minha vida: o ascensorista do prédio em que estou trabalhando e o moço que pega meu carro no estacionamento. Ambos me chamam pelo nome: “Bom dia, Rafaela!, “Bom trabalho, Rafaela”, “Mesmo horário hoje, Rafaela?”, “Como foi o fim de semana, Rafa?”. Com o ascensorista é Rafa mesmo e para o caso dele é ainda mais interessante porque ele sabe o nome de todo mundo. Ele faz questão disso e isso me faz sorrir todo dia quando pego o elevador.

Eu não sou a mais simpática com as pessoas de maneira geral, sou bem seletiva nesse ponto e sei que não é uma qualidade. Mas me encanto quando, nos dias atuais em que o objetivo comum é ganhar dinheiro ou mostrar que você é intelectualmente diferenciado, alguém demonstra interesse nas pessoas. Esses dois de fato se importam em fazer alguma diferença, porque dentre tantas coisas que passam pela cabeça deles, tantas pessoas com as quais eles convivem diariamente, eles sabem quem sou eu. Isso, de verdade, tem feito minhas manhãs mais felizes, que é quando os encontro.

Esses dias de manhã quando deixei meu carro no estacionamento e fiquei pensando sobre isso, lembrei que, meio mal comparado, é assim que Deus me trata. Dentre todas as pessoas, Ele me chama pelo nome, Ele sabe o que penso, o que se passa no meu coração, Ele tem pensamentos de paz a meu respeito. Mesmo Ele sendo perfeito, dono do universo e Todo poderoso se importa comigo, Ele ouve minhas orações mais bobas do tipo “Deus me ajuda a chegar na hora na escola”. Ele sabe quantos fios de cabelo tem na minha cabeça, Ele tem planos lindos e infalíveis para mim. E isso me faz sorrir ainda mais, me traz calma em meio às minhas inseguranças, me traz consolo em saber que tudo está no controle dEle, como se constantemente Ele soprasse no meu ouvido “Calma porque quem controla tudo sou Eu!”

Tenho ultimamente pedido a Deus para me ajudar a enxergar a vida sob a perspectiva dEle e Ele tem me ajudado nisso. Ele é um Deus de grandes feitos, mas os grandes feitos de Deus também estão nos detalhes, como por exemplo colocar pessoas gentis no meu caminho, como me ensinar, ou melhor, confirmar que o importante dessa vida é de fato as pessoas e a diferença que podemos fazer na vida delas, como me fazer ler um livro que muda meus hábitos diários. O meu Deus é grande e infinito, mas Ele está presente nos detalhes. Ele é presente, vivo, real. 

 

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Tio…

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É disso que eu lembro

Chegando seu aniversário…Desde que você se foi, sua lembrança continua bem viva em mim, em várias situações me pego pensando em você, lembrando de tantas e tantas coisas que vivemos juntos. Às vezes choro e sempre dou um sorrisinho, nem que seja mental, porque é impossível não sorrir. Nossos momentos juntos foram sempre, sempre de muita alegria e leveza. Acho que depois do meu pai, você foi a figura masculina com a qual mais convivi. Convivi intensamente na minha infância, tê-lo como um tio tão próximo só fez da minha infância mais feliz. Eu e minha irmã nos divertimos tanto juntas com você, na casa da Vivenda, passeando de lancha, nas festas de Natal na sua casa, quando bem pequenas mesmo lembro que você levava a gente para passear no bugre. Eu achava você o máximo por conseguir dirigir a lancha no meio daquele riozão e sempre saber os caminhos. Nunca se perdia! Você falava assim: “Penteado para passear de lancha” – e fazia quase que um cafuné na nossa cabeça. Gostava que sua aliança era quadrada e de um pingente quadrado que você usava no cordão, que tinha um brilhante na ponta. Nos mudamos para o Rio e continuou tudo do mesmo jeito, bem próximos, todos os feriados e fim de ano estávamos juntos. Meu primeiro aniversário no Rio, você mandou um buquê de flores, fingindo que era meu pseudo namoradinho da escola, um menino que eu nunca vi, mas que a história se propagou e até hoje todo mundo sabe essa historinha. Eu tinha 10 anos e lembro exatamente o que estava no cartão: “Nunca esquecerei daquela grande noite de lambada” – Se referindo a minha última dança na festa junina na minha escola em Manaus. A gente foi crescendo, as piadas aumentando, e as frases feitas, completamente sem nexo, também: “O amor é o maior contra cheque do Leme”. E assim construímos nossa vida inteira junto com você. Eu casei e você estava lá, e me disse que meu casamento tinha sido muito bonito. E ficou zoando sua própria roupa dizendo que parecia com o Mao Tse Tung. Tive filhos e você conheceu os dois, brincou com o Davi na praia algumas vezes. Ele ficava enterrando seu pé na areia. Você também chamava ele de um jeito particular: “O Grande Davi”. Você tinha um jeito especial de tratar as pessoas, você gostava de pessoas, você se relacionava com elas. Do mais simples ao mais importante. Você tinha um jeito único, de se divertir, de ouvir música, de curtir a vida. Nem uma doença triste, tirou a sua alegria e leveza de ser. Em qualquer ponto do meu passado eu consigo te ver em algum lugar, tio. Às vezes eu não acredito que no fim do ano não vou te encontrar no Rio, mas eu sou muito grata a Deus por tudo o que Ele me permitiu curtir com você. Foram muitas coisas. Eu e minha irmã tivemos uma infância mais rica porque você esteve presente nela, não tenho dúvidas. E em vida, tenho certeza que você soube o quanto era especial e amado por mim e por ela. Mas lembrar de você, falar de você nunca será mórbido ou triste. Você foi um cara muito, muito especial para mim e por isso vou sempre sentir saudade de você. Sempre.

Eu torci

Há 13 anos, eu torcia para que a galera decidisse logo o que íamos fazer naquela noite de 6a feira em Foz do Iguaçu. Decidimos entrar numa boate, mas tinha uma fila enorme e quando estávamos quase desistindo, o garoto que eu queria ficar naquela noite tinha mandado alguma letrinha para a moça da portaria, dizendo que era nossa última noite na cidade e a gente era do rio e queria muito conhecer o lugar. Ox, era o nome do lugar, se não me engano. A moça caiu no papinho e furamos a fila inteira. (Não muito politicamente correto). Queria muito entrar naquele lugar, porque se a gente fosse a um barzinho não ia rolar nada, eu já tinha dado várias indiretas, proporcionado várias situações, mas nada até ali. Então, a ultima chance seria aquela boate.

Entramos e demorou muuuito tempo para que o tal garoto chegasse para conversar comigo. E, isso só aconteceu quando eu decidi ir até o bar do lugar sozinha e falei para minha amiga não vir comigo, pois assim facilitaria para o tal menino tomar uma atitude. Fato que ele lerdou bastante, já estava quase desistindo quando ele veio ao meu encontro e a gente ficou. F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!! Pra alguém tão cheio de atitude nem combina tanta lerdice, mas foi assim.

Esse foi o dia do primeiro beijo, no dia seguinte fomos junto com a galera fazer o passeio pelas Cataratas, pelo parque e voltamos de Foz até o Rio juntos no ônibus. Foi fofo! Bem fofo! Eu com aquele esmalte escuro descascado até a metade da unha e ele com uma regata independente da temperatura que estava fazendo.

Lembro perfeitamente que eu vim boa parte da viagem pensando como eu ia fazer quando voltássemos, porque eu estava curtindo nós dois, uma parada que no início eu achei uma forçação da parte dele, tinha tudo a ver comigo, eu estava achando divertido, gostando da companhia. Mas me despedi quando chegamos como se pouco tivesse me importando, mas por dentro minha torcida era que continuássemos.

Deu certo a torcida, deu certo a maluquice que eu já contei aqui, porque continuamos até hoje. 13 anos depois daquele primeiro beijo, continuo curtindo nós dois, me divertindo e confirmando que ele é minha melhor companhia.  Até hoje digo para ele: “se tu imaginasse que aquela viagem de zoeira ia te render uma mulher e dois filhos….”

Feliz por construir minha família com um cara que é infinitamente melhor marido do que namorado, que não usa mais regatas no frio sinistro, mas que de vez em quando ainda convive com um esmalte descascado.

 

O amor é lindo mesmo

Passei a tarde ouvindo uma música que descobri esses dias no rádio, a breguice em forma de música. Mas gostei tanto quando ouvi, que fui pesquisar e fiquei ouvindo várias músicas da mesma cantora (que eu nem sabia que existia), todas no mesmo estilo. Sabe boteco bem ruim que tem sempre um cara bebendo com cara de derrotado, tocando uma música de fossa bem alto? Essa música se encaixaria perfeitamente nesse cenário.

Mas o ponto é que o tema de todas as que ouvi era o amor, ou uma traição, ou ciúme ou uma briga. Eu amo histórias de amor, reais ou não. Gosto das felizes, é verdade. Mas sempre fico avaliando e tentando chegar a conclusões sobre aquelas que não deram certo. Gosto de crônicas sobre o amor. Li um livro incrível recentemente de crônicas sobre o amor, sobre o cotidiano do amor. Amei! O dia a dia do amor talvez seja mais parecido com as músicas que ouvi hoje, a gente briga, a gente chora, a gente divide os problemas, celebra junto as conquistas. A gente faz planos juntos, a gente sonha e se decepciona junto.  A gente tenta mudar o outro, tenta mudar nosso jeito, faz declaração de amor hoje e amanhã amanhece de cara emburrada (quem nunca?).

Fico realmente triste quando um relacionamento acaba, quando uma história de amor chega ao fim. Casal de jornalistas famoso se separou: “Ah! Que pena!” Quando termina, não era mais história de amor, pode ser que fosse só para uma das partes. Ou fosse uma história baseada em medo, em conveniência, em parceria pura e simples, mas sem o amor como pano de fundo e muito provavelmente o término seja a melhor opção. Continuo achando triste, porque um dia houve o amor, a cumplicidade, a saudade, o desejo de se reencontrar no fim do dia, o frio na barriga do começo, a paz de se estar junto, a segurança de se sentir amado.

Sigo acreditando fortemente de que “se não tivesse amor, de nada valeria”. Pode ser utopia minha, sentimentos de alguém que nunca sofreu uma decepção. Mas pensando bem eu já sofri sim. Existem níveis de decepção, concordo. Sofri quando não era casada ainda, mas o meu amor era o atual. Não sou a mais experiente das pessoas, mas posso dizer que depois de 8 anos de casada e dois filhos continuo acreditando e me dedicando. Continuo admirando e me esforçando para ser como um casal que vi no sábado no circo: deviam ter quase 70 anos, juntos assistindo aquele espetáculo sem graça, mas juntos, ele comprando pipocas para ela e comentando coisas sobre o que via. Juntos!

As histórias de amor reais são as melhores, acho lindo verbalizar o que se sente, além de extremamente necessário. Acho lindo demonstrar com atos que se ama, como comprar uma pipoca para ela por exemplo. Não tenho problemas com isso, por mais piegas que seja, por mais brega que seja ouvir uma música cujo tema é alguém que sofreu por amor. Eu gosto de fazer com que o outro saiba que é amado, seja com palavras ditas ou escritas, seja com uma mesa de jantar posta, um carinho na cabeça enquanto trabalha, mãos entrelaçadas enquanto assistimos ao culto. O amor é brega, clichê, mas acima de tudo lindo demais.