Ganhos para o futuro próximo

Li uma vez um livro da Constanza Pascolato, chamado “O Essencial – o que você precisa saber para viver com mais estilo”, vou até resgatá-lo para ver de novo. Gostoso de ler, cheio de figuras legais, com um texto agradável de ler. O tema do livro, apesar do nome, não retrata realmente o essencial da vida, nem desenvolve habilidades para me tornar a CEO de uma empresa como 95% dos livros que todas as pessoas insistem em ler. Mas cumpriu o propósito que tinha para mim, pelo menos.

No livro ela fala sobre elegância, bom senso, a importância do comportamento e não só da roupa, sobre atitude e postura, indo nessa linha do comportamento. E sempre lembro de uma parada que li, que me vi no que estava lendo: sobre essa questão de como se comportar.

Não sou uma mulher que fale palavrões, já falei muito e tenho uma tendência forte a ser desbocada, mas me controlo e o fato de conviver com pessoas que não falam é um fator que colabora para o sucesso do controle da minha língua. Isso já ajuda demais nessa questão da postura. Acho que paulistas são menos desbocados que cariocas de uma maneira geral, as mulheres principalmente. Mas sou uma pessoa irônica no falar, sempre uma piadinha para fechar a frase, uma indiretinha zoando o assunto, às vezes acho que podia ser um pouco menos, bem menos, mas é difícil para mim. De verdade.

Um ponto que ela levantou foi sobre movimentos, pessoas elegantes têm movimentos mais…comedidos digamos, menos exagerados, mais lentos. Concordo muito. Não é o meu caso. E lembrei de tudo isso porque hoje ao tomar um café na padaria, toda de roupinha de trabalho, estava sentada com as duas pernas em cima da cadeira, tipo indiozinho. Como se eu fosse uma criança de 10 anos de idade e não uma mulher de bla-bla-bla anos de idade. Nos lugares de maneira geral, tenho mania de colocar os pés em cima da cadeira ou sofá ou me sentar já quase deitada na cadeira. Na boa, tem ocasiões que não cabe isso.

Como tenho pensado muito, mais do que sempre, e planejando iniciativas mínimas (“planejando iniciativas” – existe isso? Enfim…) para mudar algumas coisas no futuro próximo, essa lembrança do livro me fez bem. Não dá para me formatar dentro do padrão estabelecido pela Constanza ou por qualquer outra pessoa, nem é inteligente na verdade. Mas assim como busquei e utilizei várias dicas para me tornar uma mãe que fizesse sentido para mim, posso adotar as dicas que me tornem uma mulher mais interessante, dentro dos meus parâmetros de “interessante” – eu posso escolher como me comportar e como me vestir. Meio óbvio na teoria, mas na prática nem tanto. Mas assumi um compromisso comigo mesma que vou tentar. E tenho mudado coisas bem mais difíceis que isso….

Ser mãe novamente tem me feito repensar sobre vários outros aspectos da minha vida, tão importantes quanto à maternidade, mas que foram deixados meio de lado nos últimos 3 anos. Nunca é tarde. Sabia que voltar à terapia me traria ganhos.

Uma grávida saudável

A primeira metade da gravidez do Davi fui bem em termos de ganho de peso, não me controlava muito, mas ganhava um peso aceitável por mês. Porém, a segunda metade me descontrolei por completo, comia sobremesa todos os dias no jantar e almoço, e como fiquei de repouso em dois momentos da gravidez, isso ajudou a comer ainda mais. Porque deitada no sofá e só vendo televisão, era uma missão quase impossível não comer excessivamente.

Antes de saber que estava grávida dessa vez, tinha marcado uma nutricionista indicada, porque não conseguia estabelecer uma rotina de alimentação razoável por pura falta de disciplina. Então, tendo alguém para prestar contas e pagando, certamente obteria resultados. Entre o momento em que agendei e até o dia da consulta, descobri que estava grávida, daí meu plano mudou: não seria mais emagrecer e sim não engordar os surreais 20kg que tinha engordado na gravidez do Davi.

Gostei muito da médica que me passou um plano alimentar bem tranquilo de ser seguido, comendo bastante, mas só coisas saudáveis e com algumas sugestões de receitas alternativas, mas com baixas calorias também. Como estava vindo de um cenário de uma alimentação completamente desregrada, essa mudança de hábito fez com que eu perdesse um pouco de peso no início. Sem nenhuma consequência ao bebê, que sempre esteve dentro do que se é esperado para seu desenvolvimento e crescimento.

Mais da metade da gravidez já se foi e eu engordei literalmente só o peso do bebê e “anexos”. Indescritível minha alegria e orgulho de mim mesma, por todos os doces resistidos bravamente. Sinto muita vontade de comer doce, às vezes eu como sim, mas não como uma barra inteira de chocolate, como só dois pedaços, por exemplo. Mas a cada dia que passa tem sido mais difícil resistir a eles, mas falta pouco. E durante a semana, muito, mas muito raramente como uma porcaria no almoço, isso tem me ajudado muito, já que no mínimo meu prato de almoço sempre tinha um pastel.

Duro é que as pessoas acham que a grávida necessariamente merece comer doces, que o bebê precisa de doce, que tudo bem se a gente ficar uma bola mesmo, o mundo nos desculpará já que estamos grávidas. Mas eu sei o que foi terminar a gravidez com 20 kg a mais, além de uma pessoa sem tornozelo praticamente, a imagem de uma mulher que perdeu completamente o controle e descuidada no espelho. Não foi tão difícil voltar ao peso inicial, amamentando cheguei a pesar até menos, mas não há como o corpo não trazer as consequências depois de um absurdo desse.

Muito feliz com a manutenção do peso e meu bebê com o peso que deveria estar. Só ela tem que engordar aqui. Meu marido, sem sombra de dúvidas, também me agradece.

Quase inacreditável

Deus realmente opera milagres e o último milagre realizado na minha linda vida foi o fato de eu ter me matriculado numa academia e acordar pouco antes das 6h para conseguir fazer tudo, voltar a tempo de me arrumar, arrumar Davi e começarmos nosso dia.

Atividade física nunca foi meu forte, nem na época do colégio, adorava a educação física só porque eram dois tempos de aula onde eu podia conversar livremente. Alguns esportes eu gostava de jogar, mas sempre preferia ficar conversando. Na época da faculdade, fiz academia regularmente  por alguns anos. Ia todo dia, fazia direitinho. Mas, no Rio, esse apelo é mais forte, nos vemos de biquíni durante o ano inteiro, diferente daqui de SP. Aqui só coloco o biquíni no verão mesmo, quando constato que não está tão maneira a visão do meu corpo no biquíni. Mas aí, já é tarde demais.

Teve uma época em que fiz natação também, saia do trabalho e descia no Botafogo. Como éramos sócios, a mensalidade era muito barata. Adorei fazer. A sensação durante e depois era muito boa. Diferente de malhar, que o durante é muito chato e o depois dói. O resultado foi bom, mas natação não é uma coisa muito prática, ou tem que levar mil coisas para tomar banho no lugar ou sair meio molhada, tem que cuidar mais do cabelo e da pele por causa do cloro, coisa que eu não faço.

Quando Diego começou a se viciar na corrida, corri algumas vezes e participei de algumas de rua. Recomendo! É muito legal, um clima agradável, pessoas dispostas, incentiva também.

O fato de fazer academia também me ajuda a comer menos besteira, tenho mais motivação em resisti-las. Hoje até aveia rolou no meu café da manhã. Na boa, iogurte com fruta e aveia: sou praticamente uma marombeira! Abaixo as bisnaguinhas e as sobremesas diárias depois do almoço.

O mais difícil é manter a disciplina, seja lá qual for a atividade escolhida. Existem pessoas que tem prazer em se exercitar, o que definitivamente não é o meu caso. “Ah, depois a gente se sente melhor, mais disposto, dorme melhor.” Verdade! Mas mesmo assim, prefiro não fazer. Porém, o tempo está passando né? Vejo fotos antigas e percebo que a cada ano que passa adquiro quilos que permanecem em mim. Isso não é um bom sinal! Para ter uma vida com saúde, é preciso fazer algo. E pra ter um corpo, no mínimo, razoável de biquíni, também! Depois da gravidez, meu corpo mudou muito, e parte dessa mudança é possível reverter. Comecei a tentar agora.

Mudando de ideia

Sempre tive vontade de fazer esses tratamentos estéticos tipo drenagem linfática, redução de medidas e etc. Mas, na maioria das vezes, achava que seria muita cara de pau da minha parte, uma vez que eu não pratico atividade física. Na minha cabeça, eu primeiro teria que ter uma vida não sedentária e usar esses tratamentos como um bônus. Porém, tudo muda nessa vida, graças a Deus. E mudei um pouco minha cabeça. Talvez a necessidade (!) tenha feito eu mudar minha maneira de pensar.

Recebi um panfleto de propaganda de um centro estético que fica na minha rua (nem sei direito como se chamam esses lugares) e resolvi aparecer lá. Queria entender quais seriam os resultados, o preço, a frequência. Cheguei toda dona de mim, dizendo que não iria gastar muito dinheiro, pois não achava que valia à pena por conta da minha vida sem exercício. Mas conversando com a moça, decidi fazer uma sessão e fechar um pacote. E fiz a primeira naquele dia mesmo.

Há tanto não dedicava um tempo só para mim. E isso foi o melhor daquela tarde. Passei uma hora conversando com a mulher enquanto ela fazia a massagem. Ela contou da vida dela, eu contei um pouco da minha, demos risadas, ela era super simpática, parecia que já nos conhecíamos. Foi um tempo separado só pra mim! E até vi algum resultado já nessa primeira vez. Amei! E acredito que vou incorporar isso a minha rotina do dia a dia, me fez bem demais, não só ao corpo, mas a mente, principalmente.

Estou ficando muito mulherzinha, próximo passo é o Pilates. Eu acho.

Pra quê?

Não me considero uma pessoa consumista, gosto muito de comprar o que eu quiser, de às vezes me dar ao luxo de comprar uma coisa cara, afinal é para isso que eu trabalho. Sinceramente, é só por isso que eu trabalho, porque precisamos de dinheiro para sobreviver. Então, não tenho dó de me presentear. Mas, ultimamente, depois de ter lido algumas coisas por aí, tenho tentado me policiar nas compras, no sentido de não comprar coisas sem necessidade.

Gosto muito de coisas para casa, todos os dias vejo sites de lojinhas virtuais que vendem essas paradas diferentes e fofas. E, ainda  por cima, caio direitinho nesses mails marketing que essas mesmas lojinhas enviam, comuicando que é o último dia da promoção.

Semana passada fui a Etna, nunca tinha ido a uma loja deles, embora já tenha comprado várias coisas pela internet. A loja estava em liquidação e já tinha tentado ir com Diego e Davi num sábado à tarde. Demos três passos e decidimos voltar para casa, de tão cheia que estava, mas meus olhinhos brilharam ao ver tanta coisinha fofa e decidi voltar lá durante a semana. A loja não fica muito perto de casa e só de pensar em sair com o Davi, me dava um pouco de preguiça, até receber um email marketing e ir lá conferir.

A loja é muito maior que eu imaginava, até me perdi um pouco lá dentro. Sabendo que o programa ia demorar, fiz um lanchinho antes e Davi também! Partimos para as compras, mas tinha me prometido que não ia comprar coisas desnecessárias e para isso levei a lista do que realmente precisava trazer. Trouxe somente o que eu precisava, ou melhor, o que estava na minha lista, mas por muitas vezes tirei coisas que tinha colocado na sacola.

Comecei colocando uns sachês para colocar na gaveta e deixar as roupas cheirosas, tinha escolhido um para colocar na gaveta de toalhas. Era muito cheirosinho, mas fiquei na dúvida se Diego ia gostar de pegar uma toalha que não estivesse com cheirinho de amaciante, ele é meio enjoado com essas coisas. Devolvi o sachê no meio das compras. Cheguei à parte que vende aquelas velas, fiquei com vontade de comprar todas, também coloquei algumas na sacola e tirei. Porque não ia ter onde colocar, ia ficar sufocando minha sala que já tem bastante velinhas. Queria uma mesinha pequena, para colocar de apoio quando estamos comendo no sofá, ou bebendo alguma coisa, cheguei a levar para o caixa e desisti. Era uma mesa laqueada e qualquer batidinha ia acabar estragando. Achei meio arriscado e devolvi, embora estivesse com um preço ótimo. Com isso, devolvi também um jogo americano redondo que ia levar para por em cima dela. Não trouxe nenhuma caixa, consegui resistir, até porque já tinha comprado três num site e estou aguardando chegar. Ou seja, se comprar mais uma, vou ter que guardar o Davi lá dentro. Também fiquei com vontade de trazer jogos novos para bancada do banheiro, mas o meu está inteirinho e bonito. Ou seja, absolutamente sem necessidade.

O exercício que tenho feito é me perguntar “Pra quê?” Até que tem dado certo em algumas ocasiões. Resumindo, trouxe uma toalha de mesa – meio cara, mas era necessário; uma flor de decoração, queria alguma coisa para colocar num vaso que eu já tinha e foi bem baratinha,  3 porta velas diferentes para colocoar na sala e usar as velinhas que tenho e 2 almofadas, super baratas. Consegui gastar menos do que tinha me programado. Mas gastei muito mais tempo do que previa, Davi teve que comer de novo na saída.

Casa de espeto…

Às vezes fico me perguntando porque as empresas contratam uma consultoria, principalmente como a que eu trabalho, que possui um método tão simples que uma criança de 10 anos é capaz de entender. Geralmente, o próprio cliente tem capacidade analítica para fazer o que fazemos e não o fazem.

E pela mesma razão que essas empresas nos contratam, eu procuro ajuda de nutricionistas. Eu já fiz por 2 vezes acompanhamento para perder aqueles quilinhos extras, poucos, mas ainda assim totalmente desnecessários. Ou seja, não precisaria voltar a uma especialista, bastava seguir a dieta que eu já fiz um dia e sei que dá resultado. Na prática, o que é simples se torna bem complexo.

No meu caso, é preciso pagar alguém, daí dói no bolso e eu preciso reagir. Mas, mais do que isso, preciso que alguém combine comigo onde eu tenho que chegar, me diga como e acompanhe os meus resultados. E é disso que os clientes precisam: alguém que os acompanhe.

Medidas simples dão resultado: 1,2 kg perdido em 5 dias!

Esta mulher é uma menina*

A relação com a idade está ficando um tema cada vez mais frquente nos meus pensamentos e reflexões. “Ah, mas você só tem 30 anos!” Tudo bem, mas já tive 15, 23 e 27 e percebo que as coisas mudaram e continuam mudando, exigindo um cuidado que não tinha comigo mesma.

Sempre comi tudo e muito, tenho prazer na comida, ela não satisfaz apenas necessidades físicas, mas principalmente necessidades digamos psicológicas, emocionais ou coisa do tipo. Só que atualmente, não é possível comer tudo o que gostaria sem que o reflexo disso apareça, e muito rápido, no meu corpinho. “Ah, mas você é magrinha!” Não, não sou magrinha, mas também não sou gordinha. Porém, as coisas podiam estar distribuidas de maneira mais harmoniosa sem exigir tanto esforço, como já aconteceu um dia. Essa é a questão.

Meu cabelo? O que está me restando vai bem, obrigada. Porque ele está caindo absurdamente. “Ah, mas o meu também cai muito e você tem muito cabelo”. Não, você não está entendendo, o meu já passou desse estágio de muito, hoje ele é tratado por uma dermato com shampoo, loção e vitaminas bem carinhos. E um elástico que antes dava 1 volta, hoje dá 3 e fica escorregando. Sem contar os fios brancos que  insistem em aparecer. “Ah, mas você não tem quase nada.” Mas os poucos que existem são exatamente na frente e pouco ou muito não é bonito.

Se fico muito tempo deitada ou sentada sem apoiar as costas, minha coluna dói. “Ah, mas isso é normal.” Mas para mim não é normal levantar da cama ainda com sono, ficar cochilando sentada no sofá, só porque sua coluna não te deixa ficar deitada.

Antes de dormir? Creme nos pés e nas mãos. Depois do banho? Creme também. De manhã, ao levantar? Corretivo com certeza. Na empresa? Minha classificação é Senior 3. Comer e tirar um cochilo depois? Só se for sentada, porque descobri esse ano que eu tenho refluxo.

Nada grave. Nenhum complexo. Apenas uma constatação de que o tempo passou muito rápido no meu corpo, mas não na minha cabeça. Parece que saí do colégio há 5 anos, da faculdade há 2. No trabalho, fico achando que ainda não sei. Minhas inseguranças são quase as mesmas de anos atrás. E a vida de casada?  Sinceramente, ainda estou vestida de noiva.

*O título foi inspirado daqui (enquanto escrevia, isso veio à  cabeça)