Planos e execução

franquiciasr-autodisciplinaAprendi com os 10 anos de consultoria a importância de um bom planejamento, mas tão importante e mais difícil que o planejar é a disciplina de executar aquilo que ficou combinado, planejado, definido.

Estando em casa vejo como um dia passa rápido e se não tiver certinho definido o que gostaria de realizar naquele dia, naquela semana, o tempo passa e sou tomada por aquela sensação de que não fiz nada, embora esteja cansada de fazer coisas, sensação de que não fui produtiva e não soube utilizar meu precioso tempo da melhor forma.

Essa semana uma amiga compartilhou que por não ter se planejado na folga, teve que se desdobrar durante um dia de trabalho para comprar um presente de aniversario. O que poderia ter sido com mais tranquilidade resolvido se tivesse se organizado melhor. “Depois eu faço isso”, “Qualquer dia desse tenho que…”, “Quando der eu vou fazer…”: na maioria das vezes, essas expressões significam que nunca será feito, faremos quando se tornar inadiável e atropelaremos as demandas daquele dia, perderemos a promoção/compromisso/oportunidade.

Combinando o que minha amiga disse com o meu dia produtivo de ontem, esse assunto ficou martelando na minha cabeça. Tive uma segunda feira muito produtiva. Porque dentro do que gostaria de realizar essa semana, defini o que deveria ser feito na segunda e se de manhã ou a tarde. E fiz aquilo que tinha combinado comigo mesma e ao longo do dia só ia riscando os itens da minha lista. Conclui tudo o que tinha planejado e sobrando tempo adiantei outras. A gota d´água aqui para mim foi quando por três semanas, na volta da escola, Davi reclamava que eu tinha esquecido de comprar o kimono. E sempre me desculpava dizendo que “Qualquer dia desse a mamãe vai comprar”. Ontem foi dia de comprar o kimono e resolver outras coisas que estavam no bairro do kimono.

Muitas vezes a gente para no planejamento, ele de fato é mais sedutor, requer papel e lápis (adoro!), inteligência e criatividade. A execução requer disciplina e proatividade. A parte pensante já foi, agora é só braçal. Mas é aqui que ganha o jogo né? Aqui que as listas deliciosas de serem construidas e nem tanto de serem executadas vão sendo reduzidas ou renovadas.

Bem verdade que existem listas legítimas com “qualquer dia desse”, mas aí é lista de desejos, de sonhos. Tipo: “Qualquer dia desse escrevo um livro”. É uma listinha sem compromisso, romântica. Mas comprar kimono, marcar dermatologista, elaborar cardápio semanal não têm glamour, mas precisam ser feitos e mais que isso, numa data definida.

Parece que agora vai, tenho experimentado isso há alguns dias e a segunda feira de ontem veio para me confirmar de que é por aí. Espero que a disciplina siga firme e minhas listinhas sejam cada vez menores e eu cada vez mais uma Diretora Executiva competente e produtiva da minha casa.

Simplificando a vida

Ultimamente, estou cada vez mais interessada em meios de tornar minha vida mais organizada e funcional. Isso vai desde caixinhas para guardar coisas a maneiras de levar a vida mesmo. Sempre com o intuito de minimizar o tempo que eu gasto nas tarefas, fazê-las de forma mais rápida e sobrar mais tempo para fazer outras atividades. Exatamente como fazemos nas empresas quando avaliamos a produtividade dos seus processos, a gente sugere novas maneiras de executá-las, exclui algumas inúteis e que nada agregam.

Já eliminei a tarefa de tirar as roupas do varal, quer dizer, deleguei para que a Maria faça isso. Só mexo na roupa do varal se eu lavar roupa e precisar de espaço, mas também tenho conseguido coordenar isso de maneira que a Maria lave a grande maioria. Para a zona generalizada da mesa da sala, comprei uma caixa de entrada e todos os papéis que chegam da rua ou que estão perdidos pela casa e eu não sei o que fazer exatamente ficam ali. Essa caixa de entrada fica no escritório. Ao longo da semana vou “dando baixa” nos papéis: jogando no lixo, pagando as contas, guardando os comprovantes, etc. Outra decisão foi tomar banho na academia depois da natação e não mais em casa. Tinha muita preguiça de levar tudo para lá, mas fazendo um teste vi que demoro bem menos, porque não enrolo no banho lá. Assim, vou dormir mais cedo, já que a natação começa meio tarde.

Coisas mais simples, mas que têm me ajudado de maneira geral: deixar o copo de leite e mamadeiras lavadas antes de dormir, para não ter que fazer isso de manhã (Davi só toma leite em um copo e Fernanda têm duas mamadeiras de leite, acho que é o suficiente); definir antes de dormir com qual roupa vou trabalhar no dia seguinte; sempre ter papinhas congeladas; deixar todo o material das crianças arrumados para o dia seguinte e posicionados já perto da porta, saber exatamente qual vagão do metrô vou entrar para andar o mínimo possível até a saída da estação (parece óbvio, mas não tenho o hábito de andar de metrô e demorei para sacar isso =))

Agora um ponto que estou cada vez mais convencida, que aprendi também com as leituras da vida e que faz muito sentido para mim: nossa cabeça não foi feita para guardar tantas informações: pagar a escola, levar a gravata no dia dos pais, pagar a natação, comprar presente de aniversário, lista do mercado, enfim muita coisa para uma única mente. Esse mês, simplesmente esqueci de pagar a escola, mandei os cheques da natação com os valores errados, se não tivesse vindo o bilhete da gravata na véspera eu também teria esquecido e esqueci de colocar na lista de compras os congelados. A saída, que eu comecei a usar depois destes fatos, foi ter uma caixa de entrada durante todo o tempo. Um bloquinho ou celular ou qualquer coisa (no meu caso um bloquinho – amo bloquinhos!!) onde possa anotar tudo o que me vier a cabeça. Ao longo do dia a gente vai lembrando de várias coisas para fazer, de atribuições ou até de lazer mesmo, o nome de um livro, um site para navegar depois, muitas coisas que se perdem. Com tudo anotado no caderninho, vou processando e direcionando como faço com a caixa de entrada física mesmo. Se lembrei de alguma coisa a comprar, vou e anoto na lista de compras logo, defino uma data para comprar o presente do aniversário, anoto o nome do livro na lista de livros que quero ler…assim fica tudo mais controlado e eu não começo a semana pedindo desculpas a diretora da escola por ter atrasado o pagamento.

Fica parecendo que eu sou uma metódica, a louca da organização e sem flexibilidade, mas meu tempo durante a semana é cronometrado, tenho pouquíssimo tempo livre e se eu não tornar minha vida mais prática e eficiente,  mais difícil será. Então, tudo o que pode modificar minha rotina para melhor, me trazer paz, eu abraço e adoto e evito fortemente aquilo que me traz mais cansaço sem valer à pena.

 

Liberando espaço em casa

Comecei a ler um livro essa semana sobre organização de casa, o Casa Organizada da Thais Godinho. Estou nas primeiras páginas, alguns conceitos não são novidade para mim já que eu acompanho o blog dela diariamente. Mas, logo no início, ela dá alguns exemplos e um sobre destralhar em especial, que é você olhar para uma pilha de revistas que tem em casa e pensar “Ai!”. Da importância de conservar em casa só o que realmente serve para alguma coisa ou que tenha algum valor sentimental. E foi exatamente isso que aconteceu comigo essa semana.

Eu já comentei várias vezes que gosto de me desfazer das coisas sem utilidade, seja doando ou jogando no lixo. Ver um objeto que não serve para nada e está ocupando um espaço que poderia ser melhor aproveitado vai me irritando todo dia um pouco. Sério. São poucas coisas que eu tenho apego, então isso facilita bastante o processo de destralhar. Aprendi isso quando cheguei a SP e morava num apartamento pequeno, eram 49m2, se fosse comprar uma panela precisava pensar se eu tinha espaço ou não. Eu estava sempre precisando de espaço.

Quando fizemos uma mini reforma ano passado para a chegada da Fernanda e para ajustar o móvel do escritório, doamos muitos livros e joguei muita coisa fora. Muita mesmo. E ainda bem que meu marido também conseguiu se desfazer de várias coisas antigas. Mas havia uma pilha de revistas que ele estava com dificuldade de se desfazer. E ficaram separadas para que desse uma olhada e decidisse se iria ficar com alguma. Eu tinha certeza de que nenhuma delas seria aproveitada, por uma razão muito simples, lógica. Em quase 10 anos, ele nunca tinha voltado a nenhuma das revistas para fazer qualquer pesquisa. E certamente se precisasse de qualquer assunto que estivesse ali, ele primeiramente iria dar um Google e encontrar, não precisando ir assim até as revistas. Mas, para evitar a fadiga, fiz conforme o combinado e ele olhou metade das revistas e jogou todas no lixo. A segunda metade ficou para olhar depois. 1 ano se passou e essa segunda metade continuava exatamente no mesmo lugar, no móvel da sala, esperando essa revisão. No fim de semana, chegando ao nível máximo da irritação de olhar todos os dias aquela pilha inútil, joguei tudo no lixo e só avisei que as revistas estavam num saco de lixo caso ele ainda quisesse, de fato, dar uma última olhada. Claro que não olhou nada.

Nessas semanas de férias, meu filho traz todos dias umas atividades muito legais da escola, diferentes, e eu fui também empilhando em cima de outro móvel da sala (tudo entulha a minha sala, percebe?) para depois decidir o que guardaria. Normalmente, guardo todos os trabalhinhos da escola. Ainda tenho espaço e tenho apego a esses. Mas esses das férias, não ia dar, um formigueiro feito de argila. Super maneiro! Mas sem chances de guardar. E aqueles com colagem de areia colorida que cada vez que você pega, cai 1 quilo de areia no chão? Também foi para o lixo. E nesse caso fiz o descarte junto com ele, ele foi escolhendo o que ele queria guardar e assim liberamos a sala e guardarei os trabalhinhos no lugar deles.

Cada vez mais convencida de que minha casa tem o objetivo de ser um lugar que me dá alegria e me traga conforto e isso, no meu caso, inclui liberar espaço e só permanecer com o que tem sentido para mim. É uma dinâmica sem fim, mas que garante essa sensação de bem estar que eu busco no meu lar.

2 novas práticas na rotina

Sou interessada no que diz respeito à organização da casa, dicas para facilitar o dia a dia, tudo que possa me tornar uma pessoa mais organizada e otimizar a minha rotina eu gosto de ouvir, de ler, de procurar.

Há muito tempo acompanho o blog Vida Organizada, desde que o Davi nasceu, pois foi nas madrugadas de amamentação que eu descobri a existência dele. E dentre muitas coisas que a autora compartilha, duas dicas eu finalmente consegui aplicar aqui em casa, elas se tornaram um hábito mesmo e acho que fizeram diferença:

  • Não deixar louça para lavar no dia seguinte: tenho conseguido 99% dos dias colocar isso em prática. Sempre me incomodou acordar para tomar café da manhã e encontrar a louça do jantar do dia anterior na pia. Que desânimo que me dá! E fazendo isso, ao me deparar com a cozinha de manhã evito esse encontro desagradável de quem já começa o dia devendo o que não conseguiu resolver no dia anterior. Aqui isso não ocorria por preguiça mesmo, porque tempo dá. A louça suja são de três pessoas, eventualmente alguma panela. Nada que vá consumir horas de lavagem. É outra coisa acordar com a cozinha em ordem.
  • Sempre que sair de um cômodo guardar algum objeto que não pertence a ele: parece maluquice, mas não é. Fato que a gente sempre larga alguma coisa fora do lugar: um copo, uma caneta, um livro, um prendedor de cabelo, um creme, uma revista, um sapato, enfim, mil possibilidades. E se ao sair do cômodo eu levar pelo menos um objeto perdido para o seu devido lugar, aos poucos as coisas vão se organizando e conseguimos manter os ambientes razoáveis. Isso é ótimo para a mesa da sala, que invariavelmente atrai coisas para cima dela. A princípio parece exagero, mas garanto que não é. Aqui já faço automaticamente. Não é um efeito milagre, de que a casa fica 100% ok ao adquirir o hábito, mas com certeza ajuda.

Tudo o que puder me facilitar a vida, eu tento fazer. Muitas vezes dá certo e acabo mudando meus hábitos.

Como é aqui em casa

Uma das dicas mais úteis para manter as coisas organizadas, que pode até parecer boba, mas para mim fez diferença é que cada coisa precisa ter seu lugar. Porque mesmo tendo, a gente tem a tendência em deixar em qualquer canto, imagina se não tivermos um lugar determinado para elas. Trouxe alguns exemplos de como faço aqui em casa.
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As correspondências que ainda não foram processadas, que para mim significa jogar no lixo,  pagar a conta, arquivar a conta que já está paga, etc. são guardadas nesse porta correspondência que fica na bancada do escritório. E eu e Diego vamos sempre conferindo o que está ali e dando o destino que elas precisam. Acho esse envelopinho bem fofo até. Os boletos da escola do Davi que recebo trimestralmente também deixo todos aí.

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Os brinquedos do Davi guardo em caixas e cestinhos coloridos, antes da mudança ficavam quase todos dentro de uma única caixa grande. Achei melhor ter vários lugares, porque não necessariamente vai brincar com todos de uma vez. Para pegar um único bonequinho, tirava tudo o que estava na caixa. Cada caixa e cestinho tem algo específico a ser guardado, uma só de carros, outra de instrumentos, outra de Sr. Batatas e assim vai. Algumas ficam com os cacarecos variados que ele ainda brinca, mas que não têm nada em comum. Sou meio mala com essa parte, me dá um certo pânico misturar as coisas e o Davi, coitado, na hora de guardar já vai sendo doutrinado a guardar os carros na caixinha vermelha, os animais no cestinho verde…Como o quarto que ele brinca agora é o mesmo quarto que dorme, tem que arrumar a bagunça todo dia antes de dormir. Durante o dia pode ficar zoado, mas para dormir não, a foto tirei durante o dia, tinham brinquedos espalhados.

Tem outra dica também que gosto que é delimitar a área das coisas, setorizar, ou algo parecido.

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Na bancada da minha cozinha, por exemplo, que não é muito grande, tenho duas caixas que guardam as coisas que ficavam espalhadas ali. Uma priorizo as coisas de café da manhã: pote com torradas, o café, bisnaguinha, adoçante, o achocolatado….E nesse caixote que está na foto, dentro dele está bagunçado, mas pelo menos fica a bagunça aí e não tumultuando a bancada. Fica o leite e mamadeira do Davi e alguns copos e squeezes que usamos mais frequentemente.
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Ainda setorizando, as Bíblias também ficam todas num mesmo lugar, ficam na minha sala porque uso esse aparador de livro que é uma gracinha e acho que ficou bom deixá-las aí, já que as uso sempre que tem algum estudo aqui em casa e as pessoas precisam de Bíblia. Somente duas não ficam aí que são as Bíblias que usamos no dia a dia, ou para levar para Igreja ou para preparar estudos, uma minha e outra do Diego, que guardamos num armário no escritório junto com todos os livros de estudo ou que o assunto esteja relacionado com princípios cristãos.
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No meu criado mudo, também tenho dois lugares para delimitar a bagunça: uma caixa maior onde ficam os livros que eu estou lendo no momento e na outra os cremes e remédio que normalmente são itens que uso antes de dormir. Têm umas lixas de unha, prendedor de cabelo também. A caixa maior é uma caixa de sapato e a menor uma caixa de chocolate de metal, forrei as duas com esse tecido aí. 

Tem também outra dica boa que é tentar aproveitar os espaços que a gente tem, tanto para organizar quanto para otimizar o espaço mesmo.

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O meu armário de panelas me estressa um pouco, dai outro dia dei algumas que eu nunca usava e coloquei em prática uma ideia que tinha visto há muito tempo na internet que é apoiar as tampas na porta do armário. Utilizando as duas portas consegui tirar 6 tampas de dentro do armário e no meu caso, sobraram poucas lá dentro. Só colar ganchos na porta, medindo antes para que as tampas caibam, claro. Eu adorei isso deu super certo.

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Outra solução que também funciona e aproveita um espaço é colocar ganchos nas portas para pendurar bolsa ou mochila ou qualquer coisa. Uso para pendurar a bolsa que estiver usando, vestidos longos devidamente armazenados naquelas capas próprias, mochilinha do Davi também.

E por último, para facilitar minha vida, procuro colocar etiquetas em quase tudo.                                                                                                                                                                                                                                  IMG_5875IMG_5873

Tenho uma rotuladora porque eu acho maneiro ter e as coisas ficam com a mesma letra. Mas antes ou eu imprimia no computador ou escrevia a mão mesmo. Isso economiza muito tempo quando a gente vai procurar alguma coisa e na hora de guardar também.

Muitos dos itens facilitadores acabam funcionando como objetos de decoração, se conseguir juntar as duas coisas é sempre melhor…E dá para fazer bastante coisa, tenho outras caixas de sapato que forrei com contact ou caixas maiores que corto no formato daqueles porta revistas e uso também. É fácil. A ideia é sempre facilitar o dia, a rotina, tudo o que ajudar a manter a organização e economizar o tempo eu considero com carinho. 

Casa, te amo!

larCom os anos de casada fui aprendendo cada vez mais a gostar e curtir a minha casa. Eu literalmente amo pensar em alternativas de fazer minha casa mais fofinha, mais prática, mais organizada, mais tudo o que eu minha família merecemos. Não gosto de fazer faxina e limpeza, talvez seja meio óbvia essa parte, mas para isso tem uma pessoa que me ajuda e está comigo há um tempinho até. Já até falei dela aqui.

Com a chegada da Fernanda, surgiu um quarto novo para o Davi e tive que pensar em coisas simples, em como ele vai guardar os brinquedos, em como organizar as coisas no armário que é dele. Com a reforma da bancada do escritório, que eu também já comentei, fiz uma super arrumação, jogando mil coisas fora e deixando o escritório com a minha cara. Minhas caixas fofas aparecendo, nossas fotos e outras coisas que eu gosto não mais entulhadas em algum lugar e sim aos meus olhos, para que elas cumpram o seu papel, me lembrando de lugares ou épocas.

Aprendi nesse tempo a ser uma pessoa mais organizada, é um assunto que muito me interessa, que acho útil para mim e para a organização do meu dia a dia. Nessa vibe de mudanças, decidimos fechar a nossa mini varanda e acho que isso vai nos trazer grandes ganhos: porque vai ficar menos empoeirado e vamos poder usar mais aquele espaço, colocando plantinhas e quadrinhos que tenho na mente há séculos para ir para lá.

E passei a pensar sobre outros aspectos também, não só em produtos organizadores (rs), mas em maneiras de otimizar os alimentos que temos, buscando receitas mais saudáveis, me planejando melhor com a nossa alimentação.

Descobri nesse anos tendo uma casa que não faz sentido poupar os guardanapos maneiros para quando vier alguém, as pessoas mais especiais que existem moram comigo, então uso o guardanapo quando tenho vontade. Não vou colocar um sabonete mequetrefe no banheiro, nem vou ficar com objetos quebrados. Minha família e eu merecemos o melhor, minha casa tem que ser o lugar que meu marido deseja voltar e sinta prazer em estar. Outro dia fui na casa de uma amiga e achei tudo tão lindo lá, me senti tão bem e pensei que é isso que quero que outras pessoas sintam ao estar na minha casa. Por isso, também tomei uma decisão de manter minha casa sempre em ordem, do tipo, se aparecer uma visita de surpresa eu não ter um ataque cardíaco, ou a própria visita. É uma meta muito ousada, muito mesmo, e ela não vale para o quarto do Davi, mas acho que consigo. E não é para que outras pessoas vejam, mas por mim mesmo, porque me irrita muito, por exemplo, ver a nossa vida em cima da mesa da sala sem necessidade. Farei por mim e por isso acho que vai dar certo, só não sei em quanto tempo.

Às vésperas do nascimento da segundinha e mais tempo em casa, tem me feito pesquisar receitas, preparar almoços saudáveis e jantar para o marido e salvar mil fotos de plantinhas para a varanda. Eu não teria a menor dificuldade em viver dias como alguns que tenho vivido, resolvendo pendências do lar para que ele funcione 100%, cuidando do meu marido, do meu filho e da casa que eu sonhei (sonhei mesmo) e realizei ter!. É muito bom se sentir produtiva, útil, proativa e isso não necessariamente tem a ver com passar o dia atrás de um planilha de excel fazendo alguma empresa se tornar ainda mais rica. Isso também é ser útil, só que para mim a primeira opção traz muito mais realização e motivação.

Pequenas grandes mudanças

Aos poucos, bem lentamente mesmo, tenho mudado algumas coisas em mim, espero que apesar da velocidade baixa elas tragam resultado. Dentre outros aspectos, estou mudando umas coisas em casa. Não a mudança/reforma que farei nos quartos para a chegada da Fernanda, mas pequenas alterações que certamente vão trazer impacto para mim. Somente para mim, mas isso é suficiente.

Existem umas coisas lá em casa que me irritam profundamente, que toda vez que olho para elas tenho vontade de abrir a janela e jogar lá de cima. As coisas mais bestas, mas nem sei porque continuei tanto tempo mantendo coisas bestas que me irritam diariamente, já que elas são simples de resolver.

Uma delas são os tapetinhos dos banheiros: todos coloridos e a maioria deles com um pingo manchado de água sanitária que a moça que limpa lá em casa deixou manchar. E os que ainda não estão manchados, fatalmente ficarão. Só uma questão de tempo. Ela mesma diz que não sabe como isso acontece, nem eu exatamente. Só sei que sempre me estresso quando dou de cara com eles. Essa semana resolvi: comprei mais tapetes brancos e resolverei o meu problema. No tapete branco, o sujo aparece mais rápido, mas ele nunca mais estará machado e eu nunca mais me irritarei com isso.

A segunda coisa besta também está no banheiro, no meu. Guardo as coisas que ficam embaixo da pia em caixas, sabonetes, pastas de dente, shampoo, cremes de cabelo, hidrantes extras e coisas da lente. Uma dessas caixas é muito grande, funda, não consigo enxergar nada o que está dentro dela. Ou seja, toda vez que quero tirar alguma coisa de lá, ou saber se preciso comprar mais, tenho que tirar metade do armário para poder ver o que tem lá dentro. Chatice. Resolvido no fim de semana. Comprei uma caixinha igual a uma outra que já tenho dentro do armário, imitando aqueles caixotinhos de feira e substituirei a caixa nada funcional que eu estava usando.

Por fim, a miscelânea de cores das almofadas da minha sala está com os dias contados. Escolhi dois tons e renovei a capa dessas almofadas, apenas esperando entregar. Baratas, escolhidas pela internet, darão uma nova cara para o ambiente, muito fácil.

Próximo passo, fazer uns reparos nos banheiros (causa raiz-mor da minha irritação concentra-se nos banheiros….), uma tomada na sala e desentulhar o banheiro da área de serviço (olha aí de novo).

Tudo muito simples de ser resolvido, sem grandes investimentos de dinheiro ou tempo e com ganho representativo para mim. Único impedimento era minha preguiça, a situação cômoda de manter tudo como está simplesmente para evitar a fadiga. De forma análoga, vou ajustando outros setores da casa e da minha vida que me desagradam. Calmamente, com efeitos que a curto prazo só eu mesma percebo.