Mais que um Kindle

FullSizeRenderEssa semana ganhei, que eu me lembre, um dos presentes que eu mais gostei: um Kindle. Meu marido disse que tinha comprado para mim e em qual dia chegaria, quando fui pegar uma encomenda na portaria e vi que ele tinha chegado, antes do dia previsto, até suspirei: “Aaaahhh, chegou!” O porteiro até falou: “A senhora estava esperando era por esse aqui né?” Fui abrindo a caixa pelo elevador. Mas, apesar dessa introdução, não é especificamente sobre o Kindle que eu quero falar, mas falarei posteriormente. (aliás, estou com várias outras coisas para falar posteriormente…)

Ter ganhado esse presente me fez refletir sobre a maneira que as pessoas demonstram que amam, demorei para entender isso. Principalmente no casamento. Ano retrasado li “As cinco linguagens do amor” e foi uma leitura que me agregou muito, recomendo para quem convive com alguém que as demonstrações de amor não são verbalizadas e por vezes nos fazem achar que o outro não ama ou não faz questão de demonstrar. Meu marido não é uma pessoa romântica, não é uma pessoa que verbaliza seus sentimentos, emoções, frustrações, o oposto de mim nesse caso. Mas depois de anos, de algumas sessões de terapia, passei a entender as demonstrações de amor dele. (Sim, eu preciso mesmo 9 anos depois me sentir amada e não ter dúvidas disso).

Chegou à noite outro dia e disse que precisava me levar no restaurante que ele tinha ido na hora do almoço no trabalho, trouxe o pão que eu gosto do mercado, me cobriu quando veio deitar na cama, trouxe um ímã do lugar da  viagem que fez para a coleção da nossa geladeira, sempre troca os carros deixando o meu na frente, compra as coisas para minha natação, compartilha as vitórias e as dificuldades do dia a dia, está sempre de mãos dadas comigo e diz que me ama. Isso e muitas outras coisas são gestos de quem ama, de quem se importa com quem ama. Levei tanto tempo para perceber isso, que demonstração de amor não necessariamente são flores em todas as datas comemorativas, surpresas sinistras tipo de filme, mil telefonemas ao longo do dia só pra dar oi. Na verdade, eu até vivi isso com um ex namorado, era um romântico de filme e o romantismo e a fofura me sufocaram num grau que não consegui sustentar.

Não tem o certo e o errado, tem o que combina com cada um, tem a maneira com que cada um vive e enxerga a realidade. Isso não se limita a relação marido e mulher, mas qualquer outra. Eu gosto de demonstrar que amo, que me importo com as pessoas, certeza que não faço isso direito, ou que faço numa linguagem que o outro talvez não entenda. Mas a intenção sempre há em mim e em muita gente perto.

Tem só que estar atenta, o Kinlde foi demais, mas melhor que isso foi saber que foi um presente intencional para de fato me agradar e me fazer uma fofa surpresa.

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