Eu sou evangélica

Eu sou evangélica, crente, cristã, sou presbiteriana. Desde 2004, vivo uma vida nova, desde que conheci Cristo verdadeiramente. Vou à Igreja todos os domingos, de manhã e à noite. Frequento estudos bíblicos semanalmente, dou dízimo todo mês, me envolvo em diversas atividades na Igreja que exigem meu tempo e habilidades que até duvido que eu realmente tenha. Fui batizada e fiz profissão de fé, ainda que já tivesse sido batizada e feito primeira comunhão na Igreja Católica. Me casei na Igreja Presbiteriana. Meu filho vai à Igreja e aos estudos comigo desde que estava liberado para sair. Aliás, esse foi o primeiro lugar que fomos juntos depois dos dias em casa pós nascimento. 80% das musiquinhas que ele canta são as que ele aprende na Igreja, ele ora antes dormir e antes de comer às vezes também. Foi batizado na Presbiteriana e é ali que pretendo criá-lo e educá-lo. Como em muitas outras áreas da vida, nós escolhemos isso para ele e minha oração diária é para que Davi se torne um cara crente de verdade.

Acredito na Bíblia e, sendo bem lógica, tudo o que vai contra o que está escrito ali não faz parte da minha crença, do que creio ser o melhor, o padrão a ser seguido. Minha luta é seguir esse padrão, que não é fácil, pelo contrário, mas não me dói. Ninguém me obrigou, ninguém me convenceu de que esse era o certo, porque não funciona assim. Foi um encontro pessoal, eu e Deus, assim foi que aconteceu em junho daquele ano de 2004. Entendi as coisas através dEle e depois muitas pessoas foram testemunhando de que essa escolha valia à pena. Ser crente não me faz absolutamente melhor que ninguém, mas da mesma forma não me faz uma aberração, uma alienada, uma lunática que não sabe o que se passa no mundo. Não compartilho da maneira que muitos líderes demonstram seus valores, que muitos cristãos se comportam, mas de uns tempos para cá parece que generalizaram tudo. Parece que todo crente é homofóbico, ladrão, cujo objetivo de vida é extorquir e enganar inocentes, uma massa que não raciocina e não desenvolve. Gente com esse perfil existe em todas as classes, segmentos, religiões ou qualquer outra divisão que seja feita. Não me ponham nesse mesmo balaio, por favor.

Acredito que Deus é amor sim, mas Ele também é muitas outras coisas. Acredito que família é mãe, pai e filhos, se assim Ele quiser. Acredito que o sexo é para depois do casamento, porque se creio que meu marido foi escolhido por Deus, Ele jamais escolheria alguém que não combina comigo sexualmente. Acredito no casamento, monogâmico, e que homens e mulheres devem sim lutar pela preservação dele. Nada disso é fácil, mas até a possibilidade de tentar já é esculachada atualmente. Eu vivi isso, revi muitas coisas na minha conduta para fazer o que acho certo e nunca me arrependi, sou prova de que é possível.

Conhecer Deus pessoalmente, ter intimidade, alegria em tudo aquilo que diz respeito a Ele não é fator excludente para ser uma mulher bem sucedida, que pensa, enfim, normal. Falta de respeito, intolerância e agressão gratuita me envergonham quando feitas por pessoas que se dizem cristãs, mais do que se fossem feitas por pessoas que não são cristãs. Isso não faz o menor sentido, não condiz com o que cremos. Mas me machucam também quando eu sou o alvo de atitudes intolerantes e grosseiras, daqueles que estão colocando o mesmo rótulo em pessoas e posturas que são tão diferentes.

Com as redes sociais fica mais rápido e fácil ver como as pessoas se manifestam em relação aos fatos, isso tem me trazido algumas decepções, mas no Facebook é fácil resolver, simplesmente paro de enxergar o que tal pessoa diz ou pensa. Inúmeras vezes já fiz isso, continuarei fazendo e provavelmente já fizeram comigo, normal. Mas na vida real não é tão simples….

Queria não me sentir ofendida com isso, mas me sinto em muitos e muitos momentos. Minha vontade é responder a altura às ofensas, às posturas tão contrárias aos meus pensamentos. Mas isso não dá certo quando o meio de comunicação são as redes sociais. Fiz isso uma única vez e me arrependi profundamente, fica parecendo apenas uma disputa sobre quem tem razão e quem melhor argumentar, vencerá ao final. É muito mais que isso, e por esse motivo, guardo para mim minha indignação e converso com quem compartilha dos meus valores.

Disposta a dizer em que eu acredito sempre estarei, na verdade isso é um dever meu. Mas sempre que me parece um cabo de guerra, eu vazo literalmente. E feliz porque a vida é mais fácil, plena, com um sentido verdadeiro tendo Deus no centro dela, mas triste porque tem uma galera que não está entendendo nada e parece cada vez mais longe de entender.

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