Meu best friend

O mês de abril foi bem tenso para mim, quando começou eu sabia que seria assim. A angústia já foi rolando antes mesmo das minhas responsabilidades se tornarem reais.

Além do EJC, que é suficiente para tomar meu tempo e meus pensamentos, eu tive 3 provas para fazer no trabalho, cujo resultado significa uma promoção. Essa promoção nem é meu objetivo, mas essa etapa passou a ser obrigatória então não tive escolha.

Essa edição do EJC me consumiu muito, mais do que os anteriores. Nada mudou nos preparativos, nem na quantidade de atividades a realizar, mas eu me cansei bastante. Me estressei, sozinha no meu canto, com algumas pessoas. Chorei algumas vezes em meio as planilhas e listas que nunca chegam a sua versão final. Talvez a gravidez tenha ajudado a intensificar isso, a gente fica mais tudo quando está nessa condição. E para completar, 1 semana antes do evento, minha médica pediu para eu ficar mais quieta e descansar um pouco, porque eu tinha passado mal. (Nada grave e tudo resolvido para quem não sabia). Descansei o corpo só, pois fiquei em casa com o computador de um lado e o celular do outro, fazendo as coisas do EJC. Fato que devo ter desenvolvido LER (lesão por esforço repetitivo) de tanto que resolvi pendência pelo whatsapp.

O evento aconteceu, iria acontecer com ou sem o meu esforço, porque não é com a força do meu braço que garanto o sucesso de uma programação que tem por objetivo apresentar Cristo a outras pessoas. Oramos bastante por esse encontro e isso, no sábado quando começamos, me trouxe paz. A mesma paz que eu senti quando tive que fazer uma parada que eu nunca tinha feito e que, resumindo, me obrigava a falar no microfone. Parece muito simples. Mas para mim não, além da responsabilidade de não fazer feio e comprometer um evento que estava correndo bem até o momento, eu tenho muita vergonha de microfone, fico tremendo por dentro e a minha voz é muito grave, o que vai dando uma sonolência na plateia. Minha opinião. Mas fiz, poderia ter sido melhor, sempre pode, mas não comprometi o evento. Nos segundos em que o microfone levou para chegar a mim, pensei “Deus, tô fazendo isso só porque é pra Ti, me ajuda”. E Ele, na sua fidelidade de sempre, me ajudou. O EJC deu certo, uma sensação de missão cumprida, de que fui usada e de que tinha dado o meu melhor. E dessa vez, uma verdade não saiu de mim: fiz para Deus e por Deus. De verdade. Experimentando o cuidado e amor de Deus através da vida dos meus amigos e vendo jovens O encontrando verdadeiramente.

Mas ainda tinha a prova do trabalho. Duas eu fiz durante o EJC e a principal e mais tensa fiz alguns dias depois. Uma apresentação para dois sócios da empresa com direito a perguntas no final e ainda por cima em BH, não gosto de andar de avião. E para essa eu orei muito, muito mesmo. E recrutei muitos amigos para orar por mim também. Minha oração não era para passar, só queria ficar em paz, sem me consumir tanto e sem passar muita vergonha durante a avaliação. A apresentação foi à tarde e durante o dia recebi várias mensagens da galera me dando o apoio que eu precisava. Deus é sempre o mesmo, é sempre Deus, apesar de mim, apesar de quem me cerca nem O conhecer. Os meus avaliadores eram, dentre as opções que tinham, uns dos mais tranquilos, fiquei tão em paz que até dormi no avião, o que é raríssimo comigo num voo tão curto. E não passei vergonha. Fiz a minha parte. E saí da sala com o objetivo de comprar a revista mais fútil da banca e não pensar em nada. Fiz exatamente isso.

Quando acabou tudo, fui ao banheiro e lá me ajoelhei e agradeci a Deus por cuidar de tantos detalhes. Desde a hora do meu vôo, da escolha dos meus avaliadores, das orientações que recebi, dos recadinhos e orações dos meus amigos. A minha opinião sobre mim mesma pode até ser exagerada, mas sobre Deus não. É indescritível saber que não foi sorte ter sido avaliada por pessoas simpáticas. Deus os escolheu, pensando em mim. As coisas saírem do jeito que eu gostaria não foi coincidência, foi a ação do Deus que cuida de mim todos os dias, que sabe do meu coração, que me ama e realiza os meus desejos porque Ele assim quer. Ter amigos é o máximo, mas ser amiga do Criador do Universo é nem sei o que….Nem tem como comparar com nada. Quando entrei em casa ontem ao voltar da prova, pensei “Deus obrigada porque eu te conheço, porque eu pude conversar contigo o dia inteiro, porque eu não me senti sozinha, porque eu tenho intimidade para conversar e pedir o que eu quiser”. E é com esse sentimento que termino o mês que se iniciou tão angustiado. Do mais simples ao mais complexo, nada foge ao controle dAquele que tem todo o poder. Quem conhece Deus também, sabe que não estou exagerando, mas quem O conhece só de ouvir falar, nunca conseguirá me entender.

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