Por que?

Ontem, fui ao culto em outra Igreja, confesso que gosto de assistir aos cultos na minha Igreja, ainda mais porque de manhã eu tinha dado aula e não assisti ao culto propriamente dito. É como se começasse a semana esquisita. Mas foi bom, o louvor, a mensagem, fui abençoada.

Mas antes de dormir me deparei com uma noticia tão triste, que indiretamente me afetou bastante, um aperto no peito. Uma vida que se foi. Uma vida jovem, tão importante para alguém que é especial para mim. A mensagem que ouvi no culto foi sobre justiça de Deus. Às vezes, não dá para entender mesmo o que Ele faz, de verdade. Mas acredito na Sua soberania, Ele é o único que tudo vê, enxerga o futuro, conhece o nosso coração mais do que nós mesmos e só nos dá aquilo que somos capazes de suportar. Inevitável perguntar o porque, o que será agora. Mas o que mais me angustiou foi estar longe de quem eu queria estar perto, e o outro ponto é o quão frágil somos, uma sensação de impotência que me incomodou demais, mesmo confiando em Deus. Uma coisa ruim de sentir.

A internet ajuda a nos manter mais próximos, a conversar todo dia mesmo estando longe e até em saber uma notícia sem que de fato alguém tenha me contado. Mas as redes sociais ainda não substituem um abraço apertado (e nunca irão substituir), nem horas sentadas num sofá conversando, comendo uma coisa bem gostosa. Ontem eu só queria ter feito isso. Trabalhei durante o dia todo, à noite fiz minhas coisas de sempre, mas eu só queria ter dado um abraço de verdade numa pessoa querida e ter ficado conversando com ela por horas em algum sofá, ou sem conversar, podia só ficar perto, só comer um brigadeiro. Sei que ela gosta.

E a fragilidade? Tem me perseguido ultimamente, jogando na minha cara que eu não consigo fazer nada sozinha, que famílias lindas passam por problemas sérios, que pessoas adoecem, que pessoas passam dificuldades realmente sérias. E aos meus olhos, imperfeitos e tendenciosos, elas não merecem isso. E continuo a me perguntar porque, como tal fato aconteceu.

Há muito tempo não chorava com Deus e ontem fiz isso. Fiquei durante a tarde esperando o momento em que teria tempo para conversar a sós com Ele e dizer em voz alta o que estava sentindo. Um medo de não dar certo as coisas em que estou envolvida, medo de perder quem está perto de mim, medo de não estar cuidando como deveria de quem amo. Conflito demais, Ele às vezes deve até achar engraçado alguém dizer para Ele, Aquele que conhece as estrelas pelo nome, que está com medinho. Mas, confio nELe. E pedi para que a certeza da Sua soberania não saia do meu coração e da minha mente.

E, mais uma vez (já disse isso aqui), ela, a amiga querida, me ensinou o que realmente importa. As pessoas são importantes. E eu me esforço para que as que eu amo saibam disso!

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