A escolinha

Essa foi a primeira coisa que tive que aprender: aqui em São Paulo as pessoas não falam creche, falam escolinha. Creche se refere aquelas que são públicas, do governo.

Não gosto de pesquisar coisas, não tenho muita paciência para isso. Quando quero comprar algo, pesquiso em, no máximo, 3 lugares, e só pra dizer para o Diego que eu pesquisei o preço. Mas isso só para coisas mais importantes e caras, coisas do dia a dia, não existe a menor chance disso acontecer. Mas para decidir para qual escola Davi iria, não tive alternativa. Tive que pesquisar e aqui nem é somente a questão do valor, essa era a menos importante.

Fiz uma lista com todas as escolas do meu bairro e bairros vizinhos, detalhando o telefone e endereço. A lista ficou com quase 20 opções e eu liguei para todas elas. Conforme fui ligando, muitas já foram eliminadas ou pelo horário de funcionamento, porque só aceitavam crianças a partir de 1 ano ou 1 ano e meio ou porque não tinham mais vagas. E para as que sobraram, eu agendei uma visita. Visitei 5 escolas. Achei meio chato fazer isso, mas não tinha como pular essa etapa. Nas visitas observava as instalações, a higiene do lugar, a cozinha, o comportamento das outras crianças, essas coisas básicas.

Acabei optando por uma que tive indicação de um casal amigo e depois descobri que era a mais barata. Ainda bem, porque é bem carinha escolinha para essa faixa etária. É uma escola perto da minha casa, pequena, onde as donas conhecem as crianças pelo nome, demonstram preocupação e carinho com cada uma delas. A sala delas fica ao lado do berçario, as crianças passam por elas toda hora e têm livre acesso ali. Durante os dias que fui lá, sempre entrava uma criança para contar alguma coisa, mostrar com o que estava brincando. Parecia a casa delas e gostei desse ambiente próximo ao familiar. A alimentação das crianças é saudável, sem açúcar, sem doces; até das maiores. Não é uma escola tecnológica e modernosa, no sentido negativo da palavra. Quando matriculei o Davi, ganhei um dedoche de sapinho e um cachorro de madeira articulado. Perfeito!! Essa geração precisa ser estimulada de outra maneira, eu acho. Porque parece que já nascem sabendo rolar o dedinho nas telas de celular e tablets da vida.

No início, eu ficava com má vontade com as meninas. Achava que não ia dar certo, que Davi não ia comer, que eu era má por deixar meu filho na escola, com estranhos, mesmo ainda estando em casa (mesmo minha licença e férias tendo acabado, ainda estou em casa). Continuo acreditando que para um bebê passar o dia inteiro na escola é muito tempo, por isso tem dia que não levo o Davi e vou buscá-lo mais cedo. Mas como tudo na maternidade, mudei meu jeito de ver as coisas. Não acho que a mãe que deixa seu filho na escola o ame menos do que aquela que se dedicou full time. A culpa, às vezes, tende a me perseguir, mas também já estou percebendo que esse sentimento tenta se fazer presente na maternidade. É uma luta constante!

O saldo é positivo durante esse comecinho, estou satisfeita com a maneira com que Davi tem sido cuidado por lá. Com carinho! Sempre chega feliz e animado! Por enquanto, é isso que me importa.

Um comentário sobre “A escolinha

  1. Tão bom morar numa cidade que as opções são muitas! Por aqui a gente tem que escolher entre 5 ou 6, no máximo…mas, que bom que a experiência do Davi está sendo positiva!! Isso é um conforto e deixa a gente bem menos “culpada”! Beijos e boa semana pra vc!!

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