Retendo o que é bom

Tenho lido muita coisa sobre maternidade, basicamente blogs. Pois acho a leitura mais fácil e posso fazê-la pelo celular, sempre leio alguma coisa enquanto tenho que ficar segurando o Davi em pé depois que ele mama. São, no mínimo, 20 minutos. Durante o dia, fico até mais que isso, então tenho conseguido ler alguma coisa. Entre os blogs, alterno com um livro chamado “Não sei como ela consegue”, que tem um filme com o mesmo nome, é uma leitura divertida que retrata a história de uma mulher que vive o conflito entre trabalhar fora e cuidar das crianças – meu dilema atual, o que decidir sobre isso.

Em dois meses de vida do Davi, descobri um mundo de informações na internet, participo de 3 grupos ligados à maternidade nas redes sociais onde surgem as mais diversas perguntas e dicas. A quantidade de informação é realmente absurda. Tenho aprendido muita coisa interessante e útil – percebi que o Davi tinha refluxo “precocemente” por ter lido sobre isso antes, o próprio livro que estou lendo descobri através de um blog também. Sem falar no bem que fez e faz, saber que milhares de mulheres sentem as mesmas angústias e aflições que eu, que o Davi é um bebê bem tranquilo ao ler as dificuldades com outros bebês.

Mas tive que desenvolver um filtro, porque tem muita coisa que eu não concordo, umas por achar que está errado mesmo, foge daquilo que eu acredito e outras não tem a ver com o meu perfil mesmo, independente de estar certo ou errado. Tem um pessoal muito desesperado, tudo o bebê pode sufocar, pode traumatizar. Se fizer A, ele fica mal acostumado; se fizer B, ele nãos e sente amado. Umas dizem que certas coisas são necessidades do bebê, outras dizem que é manha. Outro dia li uma mãe perguntando a partir de quanto tempo o pediatra tinha autorizado passar perfume no bebê – Davi usa perfuminho desde que chegou da maternidade, ou seja, desde que ele tem 4 dias. Nem sabia que tinah que perguntar para o pediatra isso, passei e nunca deu problema (ainda bem!). Esse é só um exemplo, não acho que esteja errado perguntar, mas são detalhes que nem passam pela minha cabeça.

Cheguei a uma conclusão meio óbvia, mas que estava perdida no meio de tanta coisa, eu é que decido o que e como vou fazer. Pode psicólogo falar, mães experientes opinarem e avós contarem como era no tempo delas, vou ouvir tudo, às vezes vou fingir que estou ouvindo, e reter o que é bom.

Quem sabe o que é melhor para o Davi sou eu e o pai dele, do contrário, Deus teria dado o  Davi para outra pessoa cuidar.

Um comentário sobre “Retendo o que é bom

  1. Rafa, vc chegou a essa conclusão primeiro que eu!! Rsrsrsrsrsrs..passei mais tempo para aprender a filtrar blogs! No início eu vivia questionando a minha maternagem e ficava meio louca quando eu fazia algo diferente das mães que eu lia. Mas, com o tempo aprendi a reter o que tinha a ver comigo e até parei de ler alguns extremistas demais. Que bom que vc já aprendeu a filtrar!!! A gente se sente bem mais leve. Beijos pra vc e pro seu Davi!!

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