Prefiro assim

Mesmo sendo engenheira e tendo uma formação voltada para aquilo que é lógico e exato, sempre me irritei com professores que eram excelentes em derivadas, integrais e cálculos bem complexos, mas tinham o português muito aquém das minhas exigências e expectativas. E isso permanece até hoje, tenho literalmente preconceito com quem fala errado e não deveria, com quem escreve errado. Não sou a melhor no assunto, mas me considero bem razoável no quesito comunicação e expressão.

Da mesma forma que o português errado me irrita um pouco, o não saber se comunicar também me irrita. Talvez mais do que o português falado errado. Eu gosto de conversar, gosto muito, gosto de ler e de escrever também, embora esteja lendo muito menos do que eu gostaria e deveria. Eu admiro quem sabe se expressar, quem comunica aquilo que pensa de forma clara, simples e principalmente, objetiva. Admiro quem consegue prender a minha atenção e me transmitir uma mensagem. Tenho paciência zero, ou melhor, negativa, com quem é prolixo, com quem dá milhões de exemplos para explicar o óbvio e com quem dá detalhes que não vão agregar nada na conversa. O mesmo nível de paciência, o nível zero, é para muitas perguntas, há perguntas repetitivas e desnecessárias. Se perguntou, presta atenção na resposta, para não ter que perguntar a mesma coisa, mais de uma vez. E outra, e muito mais importante, só pergunte aquilo que realmente interessa e que a reposta vai fazer diferença para o entendimento da conversa. Existem perguntas curiosas, só para fofocar um pouco, para não ficar por fora, são válidas. Super válidas. Mas, às vezes, não precisa perguntar tudo, dá para entender só pelo contexto.

Semana passada, foi um pastor que não conhecia lá na Igreja, com uma maneira de pregar totalmente diferente dos pastores que estamos acostumados, ele era meio filósofo, com um jeito bem diferente que eu gostei, mas na minha análise pensei: “Nem todos devem estar gostando desse estilo” e depois perguntando aos amigos confirmei que fazia sentido minha análise. Mas é esse exercício que eu gosto, de prestar atenção na forma, de criticar, e concluir que é bom ou ruim,  e mesmo sendo bom pode não ser o meu estilo preferido.

Nem sempre consigo me fazer entender, nem sempre consigo controlar minha grosseria, nem a ironia, nem a falta de paciência. Tento, é difícil, mas ainda assim continuo tentando. Mas me ajudem, conversem, de preferência com poucas monossílabas, com bom humor, com objetividade e com aquilo que realmente vai fazer alguma diferença. Respondam, perguntem, compartilhem, reajam, preferencialmente, do jeito que eu gosto. Sou mimada mesmo, confesso.

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