O trabalho para Deus

Trabalhar para Deus nem sempre é fácil. Às vezes dá vontade de desistir, às vezes as pessoas nos desanimam, às vezes dá preguiça de executar, de pensar, de ter que se indispor ou se expor de alguma maneira. Outras vezes dá medo de não ser capaz, de fazer errado e volta à mente a ideia de simplesmente não fazer e escolher uma pessoa melhor que nós para assumir o compromisso que está conosco.

Atualmente trabalho no Ministério Infantil da Igreja, na escola dominical. É cansativo, e tudo o que disse no parágrafo anterior é sincero e real, mas quando ouço meu filho falar de Deus com tanta intimidade e me contar histórias bíblicas que ele aprendeu ali, me faz pensar que vale à pena a dedicação. Quando eu me emociono vendo as crianças no louvor, cantando com tanta alegria, tão habituadas aquele local, penso que continua valendo à pena. Penso que privilégio o meu poder vivenciar esse momento tão especial na vida de tantas crianças.

Da mesma forma, participei de um estudo com mulheres sobre a feminilidade da perspectiva bíblica, novamente que privilégio! Poder me juntar a outras mulheres com experiências tão diferentes das minhas e aprender com elas, a conversarmos juntas sobre o que Deus espera de nós, como podemos fazer a diferença na vida de quem nos cerca.

Trabalhar para Deus exige uma dedicação, um esforço. É para Deus, não pode ser de qualquer jeito. Não é voluntário, eu faço quando eu quero ou quando dá. Assumi um compromisso com Ele (e também com homens e mulheres) e por essa razão devo cumprir dando o meu melhor. As dificuldades que sempre aparecem dão uma desanimada, mas no fundo eu fico constrangida em desistir só porque há desgaste ou tenho preguiça em ser proativa. Fico constrangida em não fazer nada para o crescimento da obra de Deus visto tudo o que Ele fez e tem feito por mim. É o mínimo que eu posso fazer por amor a Ele.

Um novo ano vai chegar, já renovei meus compromissos com a Igreja, mas sobretudo com o Deus que me ama, que cuida de mim e que tem feito grandes coisas ao meu redor. É um presente poder servi-Lo com habilidades que Ele mesmo me deu ou desenvolverá em mim para que eu seja útil. Pode não parecer, mas é um presente.

A Ele toda honra e glória. Sempre.

Um beijo, setembro.

Setembro é, sem dúvida, um mês muito especial para mim, cheio de significados.

Em setembro de 2003, eu uma estudante de engenharia de 22 anos, com uma cor linda de quem ia à praia todo fim de semana e um corpo de quem ia à academia todos os dias, quando fiz uma viagem pela faculdade para conhecermos as hidrelétricas do Sul do país. Foi justamente nessa viagem que olhei para o Diego com outros olhos, um moleque de 21 anos, inteligente, sem cabelos brancos e um corpo de quem malhava sinistramente todos os dias da vida há muito tempo. Me interessei e ficamos. Desde então, estamos juntos, completando 14 anos de namoro.

Num feriado de setembro em 2007, fui do Rio para Campina Grande na Paraíba, onde o Diego morava na época. Eu uma mestranda (existe essa palavra?) em Engenharia numa renomada universidade e ele gerente de loja de uma das principais varejistas do país, consequência de um processo de trainee super concorrido que ele passou (cabeçudo desde essa época). A viagem era para tomar uma decisão em relação a nós. Ou mudávamos a maneira de namorar à distância ou terminávamos. Mal sabia eu que ele já tinha tomado uma decisão: a de me pedir em casamento. Antes disso,  uma confissão (bombástica) de tudo o que ele havia feito até então e do que eu também havia feito. Muitas lágrimas, confissões feitas, pela graça de Deus perdão liberado, estávamos de aliança no dedo. 5 meses depois estávamos casados.

Era manhã de 4 setembro de 2012, estava eu com 31 anos,  20 quilos acima do meu peso normal, com barriga, tornozelos e nariz prestes a explodir, Diego com mais cabelos brancos e um iniciante no mundo das corridas, quando chegávamos ao hospital com 40 semanas para dar à luz ao meu primogênito. Davi nasceu super saudável, peso e tamanhos normais, com muito cabelo, nos transformando em pais e nos fazendo experimentar o milagre de um nascimento e um dos maiores presentes que Deus nos deu.

Outra manhã de setembro, em 2015, 10 dias depois do aniversário do Davi, voltávamos ao mesmo hospital, eu com 34 anos, apenas 6 quilos acima do peso inicial da gravidez, Diego com 33 anos e muitos, mas muitos cabelos brancos e um atleta que treinava para uma maratona, eu uma consultora e ele um executivo do varejo. Nascia a minha menina, Fernanda, num parto com uma pequena intercorrência, mas saudável e também com muito cabelo. Experimentávamos novamente a alegria de um nascimento, a graça de Deus sobre nós e passávamos a ser pais de dois, ganhávamos mais um lindo presente.

É ou não um mês lindo e cheio de razões para eu comemorar toda vez que ele passa?

Só nos dois

Uma das coisas que mais tenho saudade de antes de ter filhos é ter tempo livre para fazer o que eu quiser. Isso inclui tempo a sós com meu marido, sem ninguém interrompendo, mostrando um brinquedo a cada dois minutos ou fantasiando qualquer história. Não tenho família em SP e acabei me acostumando a fazer tudo com as crianças junto, raros são os momentos em que ficamos sozinhos e não tenho dúvidas de que isso prejudica um pouco a relação. A gente precisa de um pouco de paz, né? Os filhos são indiscutivelmente uma bênção na vida de um casal, mas antes de sermos pais, ainda somos um casal. E tento, no meio do brinquedos, dos gritos de “mããããe”, não me esquecer disso.

Os amigos sempre se oferecem para ajudar, para ficar com eles, sei que fariam com carinho como já fizeram algumas vezes, mas me sinto um pouco folgada em deixar meus filhos com alguém enquanto me divirto por aí. Bobeira, mas penso assim. A moça que trabalha aqui também já se disponibilizou a ficar uma noite quando precisasse, mas ainda não testei também.

Mas temos conseguido fazer isso quando vamos ao Rio, eles ficam com meu pai e minha madrasta e a gente sai para algum lugar. Não vou frequentemente ao Rio, mas sempre que estamos lá, isso se tornou uma rotina.

No último feriado saímos duas noites, uma fomos jantar num restaurante maravilhoso de bom e podemos desfrutar da comida e conversarmos sobre aquela experiência num lugar bacana. E no dia seguinte fomos num barzinho e conversamos tanto, tanto, tanto, como há muito tempo não fazíamos. E falamos quase nada sobre as crianças, falamos muito sobre nós dois, sobre o que a gente espera do futuro, éramos sós nós dois, inclusive como o principal tema da conversa. Era como se estivéssemos namorando há pouco tempo. Duas noites que nos fizeram lembrar e aproveitar o fato de que somos, antes de pais do Davi e da Fernanda, marido e mulher.

Vim com a sensação de que deveria tentar fazer isso mais vezes, isso parece até fácil, já que não faço nunca. Precisava me organizar e planejar melhor. E tentar! Cordão umbilical já foi cortado tem tempo, mas ainda não é tão simples para mim. Nem por ficar longe deles (uma noite eu consigo…..Rs), mas por ter que depender de alguém que em tese não tem nada a ver com isso. Sabe quando dizem, “quem pariu, que embale”? Por aí. Mas a vida por ser mais leve…Acho.

 

O relato de um Ironman (ou a declaração do meu amor)

IMG_5236(Na véspera da prova, meu marido mandou para algumas pessoas o texto que estou compartilhando. Li e reli e sempre me emociono. Foi um momento incrível para nós como família. Diego é um cara reservado, de poucas palavras, e a prova fez com que ele compartilhasse um texto desse tamanho…).

“O Ironman é a realização de um sonho de superação, algo que não imaginei que alcançaria. Desde quando comecei a correr em 2010, sempre vi o Ironman como inatingível. O sonho mais próximo que visualizava era ingressar no mundo do triathlon para fazer provas curtas.

O tempo passou e evolui bastante. Desde as primeiras provas de 10 km até as maratonas, sempre me realizei com a mistura entre superação e a capacidade de adaptação do nosso corpo. Mas o sonho do triathlon continuava. Até que se tornou uma meta para 2015: não terminar o ano sem fazer pelo menos uma prova de triathlon. Mas, a sobrecarga no trabalho quebrava a rotina de treinos e eu perdia bastante em performance e resistência.

Após a Maratona de Nova York em Nov/15, tinha recuperado grande parte da forma física, mas ainda não tinha alcançado a meta do triathlon. Por isso, comprei uma Bike e comecei a treinar. Também comecei a natação. E a primeira prova foi um triathlon short: natação 750m, Bike 20km e corrida 5km. E assim confirmei que o mundo do triathlon era muito mais legal que o da corrida.

Fui evoluindo na Bike e natação, ganhando confiança para fazer provas mais longas. Foi quando comecei a acreditar que era possível fazer um meio Ironman (natação 1900m, Bike 90km e corrida 21km.). Me inscrevi para o meio Ironman do RJ que seria em Nov/16. Na época, o treinador me falou que a conclusão do meio Ironman habilitava para começar a treinar para um Ironman completo. Não acreditei. Era a possibilidade de mirar o alvo que achava impossível. Me inscrevi para a prova do Iron em Floripa acreditando que não aguentaria, mas não podia perder a oportunidade, porque as inscrições se esgotam em horas.

Fiz o meio Ironman no RJ, foi muito duro, mas uma alegria em fazer algo que parecia impossível. A cabeça começa a questionar se seria possível aguentar um Ironman completo, considerando que o meio Ironman foi tão duro. Decidi seguir adiante e tive um fim de ano bastante disciplinado, continuei treinando forte e mantendo a dieta diferenciada.

Aos poucos fui construindo uma resistência que nem eu acreditava. Comecei a me acostumar com treinos de 150km de bike, às vezes 180km num dia e 36km de corrida no dia seguinte, culminando em 120km de bike e 30km de corrida logo em seguida. Quando realizei esse treino que era quase 70% da prova, vi o quanto seria difícil, mas também vi que era possível. Gerou uma confiança grande.

A maior dificuldade, mais do que aguentar os treinos (2 vezes por dia e às vezes com duração superior a 6h), mais do que conciliar com o trabalho (acordar às 4:30h), sempre foi a atenção à família, principalmente à Rafinha. A minha esposa é uma verdadeira IronWife. Porque o que ela aguenta é muito mais que toda essa rotina de treinos. Se não fosse o apoio dela, nada disso seria possível. Por isso estou tão feliz, antes mesmo de fazer o Ironman.

Ontem li uma frase interessante: “Vencer não é concluir o Ironman, mas ter a coragem de começar”.

Quero agradecer a Deus por esse privilégio e por ter me sustentado até aqui. Quero compartilhar com minha família essa conquista! E quero dedicá-la à Rafinha, minha mulher virtuosa!

Ter tempo é luxo

“És um senhor tão bonito,

quanto a cara do meu filho,

Tempo, Tempo, Tempo, Tempo”

(Caetano Veloso)

Desde que não estou mais trabalhando, posso escolher o que fazer com o meu tempo e isso é libertador, uma experiência e um sentimento incríveis. Agradeço a Deus, de verdade, não só por ter mudado o rumo da vida profissional, mas por ter me permitido viver esse tempo….

…tempo de dormir

…tempo de cozinhar com calma

…tempo de me dedicar a minha casa

…tempo de estar mais com as crianças

…tempo de fazer discipulado em plena tarde durante a semana

…tempo de encontrar amigas, conversar um pouco sem preocupação

…tempo de almoçar com o marido durante a semana com frequência

…tempo de levar as crianças ao pediatra sem peso na consciência

…tempo de ler livro

…tempo de ver TV

…tempo de pensar mais besteira porque a mente não está 100% ocupada

…tempo de me cuidar

Não faz parte do meu plano de vida continuar sem trabalhar eternamente, mas confesso que ter tempo para mim me tem feito bem demais, posso ser mais útil em coisas que realmente acho que valem à pena. Poder decidir o que fazer com o tempo livre é um privilégio. Pode ser que tenham pessoas que não gostem disso, porque minhas atividades são todas domésticas e isso é um trabalho cansativo e sem fim, porque louças brotam na pia ininterruptamente. Claro que às vezes me dá preguiça, mas isso não me angustia, não drena a minha paz e tranquilidade como o trabalho estava me fazendo. Tenho vivido dias que eu sempre sonhei, ter tempo é um luxo. Sei que não será para sempre exatamente assim, mas esse tempo que Deus me deu foi precioso e tenho aproveitado com alegria e gratidão.

Planos e execução

franquiciasr-autodisciplinaAprendi com os 10 anos de consultoria a importância de um bom planejamento, mas tão importante e mais difícil que o planejar é a disciplina de executar aquilo que ficou combinado, planejado, definido.

Estando em casa vejo como um dia passa rápido e se não tiver certinho definido o que gostaria de realizar naquele dia, naquela semana, o tempo passa e sou tomada por aquela sensação de que não fiz nada, embora esteja cansada de fazer coisas, sensação de que não fui produtiva e não soube utilizar meu precioso tempo da melhor forma.

Essa semana uma amiga compartilhou que por não ter se planejado na folga, teve que se desdobrar durante um dia de trabalho para comprar um presente de aniversario. O que poderia ter sido com mais tranquilidade resolvido se tivesse se organizado melhor. “Depois eu faço isso”, “Qualquer dia desse tenho que…”, “Quando der eu vou fazer…”: na maioria das vezes, essas expressões significam que nunca será feito, faremos quando se tornar inadiável e atropelaremos as demandas daquele dia, perderemos a promoção/compromisso/oportunidade.

Combinando o que minha amiga disse com o meu dia produtivo de ontem, esse assunto ficou martelando na minha cabeça. Tive uma segunda feira muito produtiva. Porque dentro do que gostaria de realizar essa semana, defini o que deveria ser feito na segunda e se de manhã ou a tarde. E fiz aquilo que tinha combinado comigo mesma e ao longo do dia só ia riscando os itens da minha lista. Conclui tudo o que tinha planejado e sobrando tempo adiantei outras. A gota d´água aqui para mim foi quando por três semanas, na volta da escola, Davi reclamava que eu tinha esquecido de comprar o kimono. E sempre me desculpava dizendo que “Qualquer dia desse a mamãe vai comprar”. Ontem foi dia de comprar o kimono e resolver outras coisas que estavam no bairro do kimono.

Muitas vezes a gente para no planejamento, ele de fato é mais sedutor, requer papel e lápis (adoro!), inteligência e criatividade. A execução requer disciplina e proatividade. A parte pensante já foi, agora é só braçal. Mas é aqui que ganha o jogo né? Aqui que as listas deliciosas de serem construidas e nem tanto de serem executadas vão sendo reduzidas ou renovadas.

Bem verdade que existem listas legítimas com “qualquer dia desse”, mas aí é lista de desejos, de sonhos. Tipo: “Qualquer dia desse escrevo um livro”. É uma listinha sem compromisso, romântica. Mas comprar kimono, marcar dermatologista, elaborar cardápio semanal não têm glamour, mas precisam ser feitos e mais que isso, numa data definida.

Parece que agora vai, tenho experimentado isso há alguns dias e a segunda feira de ontem veio para me confirmar de que é por aí. Espero que a disciplina siga firme e minhas listinhas sejam cada vez menores e eu cada vez mais uma Diretora Executiva competente e produtiva da minha casa.

Ponto final

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Eu e Prof. Falconi no Movimento Falconi 2016

No último encontro anual da minha empresa, quando encerrou o evento, olhei para o Prof. Falconi e pensei: Vou tirar uma foto com ele, porque há uma grande probabilidade de ser minha última participação aqui no Movimento Falconi. (Depois de uma mudança, a empresa há 4 anos leva o nome dele, antes chamava INDG).

Sempre nos referimos a ele como “O Professor”, porque é assim que o temos realmente. Ele é um senhor, mas só na idade mesmo, porque de cabeça é um cara jovem, otimista, empolgado, inteligente, sempre amei ouvi-lo, sempre me motivou e me deu orgulho por fazer parte do time e da história bonita que ele construiu com a Consultoria.

Foram 10 anos. Tudo o que aprendi sobre como trabalhar, sobre o mundo corporativo, sobre as empresas foi lá. Tenho certeza que é uma excelente escola, aprendi num dos melhores lugares para isso, no campo vendo, ouvindo, aprendendo e às vezes tomando esculacho dos grandes executivos do país. Conheci muita gente, gente que tive prazer em trabalhar com e outras torço para nunca mais encontrar, tanto cliente quanto equipe, mas faz parte. Nada de anormal. A consultoria me trouxe o aprendizado, além da parte técnica de gestão, de como me relacionar com os mais diversos tipos de pessoas, lideres e parceiros de time. A cada ano um novo projeto, num novo cliente, com uma nova equipe e nova liderança, impossível não desenvolver minimamente a capacidade de se adaptar a cenários e perfis distintos. E isso sempre foi o que eu mais gostei.

Fiz uma escolha que culminou com o término desse ciclo, para ser bem clichê. Pensa numa pessoa feliz? Eu. Pensa num alívio de não ser forçada a atender valores institucionais que vão contra os meus pessoais? O meu. Deu tudo certo. Deu tudo certo durante 10 anos e continuará dando tudo certo. Depois de stress em casa, também cheguei a conclusão de que meu marido sempre teve razão quando pedia para que tivesse calma, para que pensasse e depois da minha saída tem sido tão compreensivo, me surpreendendo lindamente.

Chorei quando assinei os papéis, 10 anos encerrados em 2 minutos. Fiquei mal quando esvaziei meu computador para ser devolvido, passando um filme dos projetos na cabeça com cada pastinha que eu apagava. Mas o motivo pelo qual eu orava há um tempo, foi respondido. Quase nem acredito, mas eu saí da Falconi.

E ainda bem que eu tirei a foto com o Professor, para guardar com carinho ter por tanto tempo feito parte da equipe de um cara tão bacana e inspirador como ele. Fui feliz durante esse tempo, depois da maternidade é que passei a questionar muita coisa e buscar outras opções, que fizessem mais sentido para mim. Os últimos anos foram difíceis para mim, emocionalmente muito difíceis. Mas fechei com chave de ouro, meu último projeto foi muito bom, pessoas que valeram à pena ter conhecido de verdade. Foi a melhor avaliação que recebi desde que me tornei mãe, porque isso faz bastante diferença. Mas não dava mais mesmo. Era questão de tempo, alguém desistiria primeiro, eu ou eles. Como comento com uma amiga da empresa que passou pela mesma situação esse ano também e compartilha dos mesmos sentimentos: Partiu ser feliz.